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O Preço do Resgate

25-05-2012 16:41

 Pessoas de imaginação turbulenta, no entanto levantaram a questão: 

“Se fomos resgatados, quem ficou com o preço do resgate?”
É interessante, mas a Bíblia não diz. Com o passar dos séculos fez-se notar uma sequencia dramática de cenas — em parte reais, em parte fictícias. De acordo com a lenda, o Pai e Satanás fizeram um trato, Adão vendeu seus direitos — na verdade sua alma — ao demônio. Conhecendo o sincero desejo do Pai de traze-lo de volta, Satanás, com um perverso sorriso nos lábios, exigiu o preço máximo, a vida do Filho de Deus, o objeto final do ódio de Lúcifer.
E assim, Jesus veio, e viveu sob o tacão do tormento de Satanás, e, finalmente, perdeu a vida. Mas, de acordo com a historia, Lúcifer acabou sendo derrotado, pois o Pai ressuscitou Seu Filho, privando Satanás de seu preço, como possuidor de nada além de uma sepultura vazia. Ele perdeu o preço que havia extorquido do Pai.
 
Importante Verdade
 
 
Analisando o contexto, descobrimos aqui uma ponta de verdade. Cristo deu, realmente, Sua vida para nosso resgate, já que éramos pecadores. Mas a pergunta que vale a pena ser mencionada, nada tem a ver com quem recebeu o pagamento. Existe uma verdade muito mais importante — a saber, que na expiação de Cristo foi pago um preço monumental, não em grosseiros termos comerciais, mas a fim de realizar a reconciliação entre nós, pecadores caídos com nosso justo Deus, para nos colocar na devida relação com o Senhor "Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do Seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida" (Rom. 5:10)
Diante de um Universo de espectadores, Deus demonstrou de uma vez por todas até onde iria a fim de tornar possível a redenção dos pecadores perdidos.  Nessa ampliação do Seu amor, é revelada a maneira pela qual Seu sacrifício tem que ver com as qualidades de resgate!
Jamais nos esqueçamos de que foi Deus quem iniciou nosso resgate, que saiu em busca do pecador. '
”Tudo isso é feito por Deus, que, por meio de Cristo, nos transforma de inimigos em amigos dEle" (II Cor. 5:18).  E Ele continua nos buscando hoje. Quando aceitamos Seu misericordioso convite, andamos na certeza da salvação a nós garantida por meio de Sua morte e ressurreição.
Numa sentença resumida, Paulo investiga a profundidade do que significa o amor de Deus por nós "Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo-nos ainda pecadores" (Rom. 5:8)|
 
Três verdades ficaram ai patente: 
 
*Primeira: Deus demonstra o tipo de amor que possui; 
 
*Segunda: Compreendemos nossa desamparada e sempre ignorante condição como pecadores; 
 
*Terceira: Observamo-Lo iniciando todo o plano.
 
No plano de Deus, Cristo cumpre o eterno concerto, saldando um compromisso feito antes da criação do mundo. Ele entregou voluntariamente a vida por nós. Estava cumprindo, em concordância, um proposito de proporções cósmicas.
E o que dizer de Seu amor? 
Desafortunadamente, amor tornou-se uma palavra quase desfigurada. Com muita frequência é ligada a sentimento, e até mesmo confundida com sentimento religioso. Mas, na Bíblia, amor é uma palavra de poder, não tendo nada de vago ou indistinto. 
O amor é dinâmico, Deus em ação seguindo nossas pegadas a fim de nos ajudar.  Amor é um principio, diz Ellen White Como pode ser isso. A resposta é que o amor de Deus traduz um compromisso inamovível, inviolável, uma predisposição em nosso favor que não pode ser desencorajada. 
Amor divino — não há como abala-lo ou detê-lo. É uma busca implacável da parte de um Deus ansioso por ajudar, que jamais desiste. Neste sentido, Deus é amor.
 
Mais que exemplo
 
 
Em meados da Idade Média um monge francês, de nome Pedro Abelardo, ideou o que cria ser o verdadeiro sentido do amor.
Essa ideia se tornou conhecida com o nome de Teoria da Influencia Moral Reagindo contra a ideia grosseira de resgate que predominava em sua época, argumentou que Jesus não era, de maneira alguma, um resgate, mas sim, alguém elevado. Se ao menos pudéssemos captar a nobreza do caráter de Deus, raciocinava, nosso coração egoísta derreteria, e seríamos levados ao arrependimento e o pecado seria abandonado.
Para Abelardo, a morte de Cristo era a suprema demonstração do amor de Deus; dai a descrição de Seu caráter. Assim, Jesus sofreu conosco para deixar o exemplo. Ele Se identificou plenamente e experimentou tudo o que a vida proporciona. Sofre com o pecador, e não apenas pelo pecador. Esta teoria reinterpretou o sentido dos textos que falam que Cristo morreu por nós.
Apesar do cerne de verdade, a doutrina de Abelardo afastou-se grandemente da figura bíblica completa. Ela apresenta Cristo como sendo sujeito à lei do amor em vez de ser Criador. A maneira branda como encara o pecado sugere que a dificuldade surge não tanto devido à violação do perfeito caráter de Deus por parte do pecador, como de sua falha em compreender a afeição que Deus tem por ele. Deixa de lado o ensino bíblico de que Cristo veio não apenas para demonstrar o amor de Deus, mas também para manifestar Sua justiça. Com a expiação descrita principalmente em termos de esclarecer Seu propósito, a obra de Cristo como sacrifício morto pelo pecador culpado é silenciada. Focaliza-se especialmente a iluminação moral interior, e nem tanto a morte física plena e aberta que resolveu o principal conflito que o pecado introduziu no Universo de Deus. Assim, Abelardo nos trouxe uma verdade parcial — Jesus como a demonstração inquestionável do infalível interesse de Deus por nós.
Mas salvação significa mais que uma revelação de bons sentimentos entre nós e Deus. Significa um confronto mortal entre justiça e revolta humana que nos envolve a todos. Significa um amor que levou Jesus ao supremo sacrifício a fim de obter para nós a reconciliação com nosso Criador.  A espantosa cena do Gólgota mostrou apenas vagamente um tipo de amor que, na realidade, significa assumir a culpa de cada pecado e sofrer suas consequências — total alienação de Deus. É unicamente aqui que vem a tona a profundeza do amor de um Deus persistente e cheio de renúncia própria. Paulo afirma: "Temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Rom. 5:l). Ao aceitar a Cristo, temos a alegria da certeza da salvação, sabendo que somos perfeitamente aceito em Seu amor. Deus é amor, e a magnitude deste amor continuará a se desdobrando até nossos olhos ao buscarmos entrar pelas portas da eternidade!
Existe uma verdade deixada de lado pelos tradutores num texto muito familiar do Novo Testamento "Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras" (I Cor. 15:3) Literalmente o texto afirma que Cristo se tornou o sacrifício em nosso lugar (grego, hilasterion), uma clara referenda ao antigo sistema sacrifical hebreu. Tanto superficialmente, quanto na sua base, o principio e substituição.
Típico das religiões pagãs, os antigos gregos usava as obras para apaziguar seus deuses, acalmando a ira e buscando sua aprovação com dádivas e um determinado sistema de ofertas, este conceito persiste entre alguns cristãos, hoje, surgindo algumas vezes em forma de argumentos sobre fé e obras. Mas apaziguamento, em qualquer premissa, é uma ideia pagã, digna de rejeição.
 
A favor do Pai
 
Na morte de Cristo, não existe nenhuma insinuação de que o Salvador estivesse Se esforçando por alcançar o favor de Deus. Com este favor já garantido, Sua confiança o levou ao Calvário, apesar do estremecimento provocado por sua constituição humana. Unicamente na cruz, confrontado pela separação da presença de Seu Pai em reação contra o pecado, e que o completo rompimento se tornou claro.  Quando o véu da nossa culpa caiu sobre Ele, Seus lábios expressaram um grito de agonia “Por que Me desamparaste?" (Mat. 27:46)
Com isto Ele caiu no poço da segunda morte, levando consigo o fardo da rejeição pela rebelião contra Deus. Neste ponto Ele está em nosso lugar. A Ele pertence o desespero dos pecadores perdidos olhando para a escuridão do esquecimento, destituído de esperança. Estando em nosso lugar, "o Salvador não podia enxergar para além dos portais do sepulcro. — O Desejado de Todas as Nações, pag. 753.  A morte se apossou dEle, como de um pecador abandonado, solitário, no lugar que, na verdade, pertencia a cada um de nós. 
 
Revista Adventista 
 
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O Fim do Mundo!

18-08-2011 01:00

Recebi o telefonema de um amigo que estava preocupado com o fim do mundo por causa do filme de Roland Emmerich, que coloca o tempo do fim em 21 de dezembro de “2012” (nome do filme). A data é sugerida por um Calendário da civilização Maia (cultura mesoamericana pré-colombiana).

A mídia tem aumentado a curiosidade pela ficção ao afirmar que um planeta de nome fictício (Nibiru) “entrará em choque com a Terra”. Basta você acessar o Google, digitar “2012” e encontrará uma enxurrada de “informações” sobre a “nova moda apocalíptica”.

Para não cairmos nessa onda de euforia, é importante termos em mente que:

1) O Calendário Maia não é o Calendário de Deus;

2) Um filme que se propõe a ter sucesso de bilheteria por uns bons anos JAMAIS passará DE VERDADE a ideia que o mundo acabará em menos de três anos;

3) O “tempo do fim” na Bíblia é o fim do pecado e das consequências trágicas trazidas à humanidade (a principal, a morte. Ver Romanos 6:23). O “fim” ocorrerá por ocasião da volta gloriosa de Jesus (Apocalipse 1:17; Mateus 24:30, 31; 2 Pedro 3:10-13);

4) O Apocalipse não é sinônimo de catástrofes. O nome grego do último livro da Bíblia significa “Revelação” e, por isso, está relacionado com esperança e não com calamidades, como é passado pelos veículos de comunicação sensacionalistas.

É nesses pontos que irei me deter, de maneira breve. O CALENDÁRIO DE DEUS NÃO É O MESMO UTILIZADO PELOS MAIAS. Não devemos negar a dedicação dos Maias no estudo, especialmente da astronomia.

Todavia, o tempo de Deus não é o tempo do ser humano. O “Calendário Divino” que aponta os sinais da volta de Cristo são: o capítulo 24 de Mateus, o capítulo 21 de Lucas e o capítulo 6 do livro do Apocalipse, entre outros.

O Calendário de Deus não é numérico, mas, profético. Portanto, o que os Maias dizem a respeito do fim do mundo deve ser desconsiderado por todo aquele que acredita na Bíblia e que ao menos tem bom senso. DEUS TEM A HISTÓRIA NAS MÃOS DELE Daniel 2 e Gálatas 4:4 mostram que os acontecimentos históricos estão nas mãos do Criador. De que maneira? Daniel 2 apresenta com milênios de antecedência o surgimento dos quatro grandes impérios mundiais (Babilônia, Medo-pérsia, Grécia e Roma) e dos países da Europa.

Esses reinos e países são representados pelas diversas partes da estátua com a qual o rei de Babilônia sonhou . A grande estátua foi a forma didática de Deus comunicar a ele – e a nós – que só o Criador sabe o futuro e que Ele o tem sob Seu domínio.

Já Gálatas 4:4 nos ensina que Jesus veio pela primeira vez a esse mundo na “plenitude do tempo…” Portanto, se a primeira vinda de Cristo não foi “de qualquer jeito”, sem um planejamento Divino, a segunda vinda (Tito 2:13) também não será! Deus é organizado (1 Coríntios 14:34, 40) e sabe o tempo certo para cumprir suas profecias que estão intimamente relacionadas com a nossa felicidade.

O TEMPO DO FIM Biblicamente, já começou em 1798. Isso é facilmente compreendido quando estudamos a profecia dos 1260 dias em Apocalipse 12:6, aprendemos que a igreja de Deus seria perseguida pelo dragão (Satanás e o império romano, aliado à Roma papal) por 1260 anos. (Em profecia, um dia equivale um ano. Ver Números 14:34 e Ezequiel 4:6, 7. Portanto, 1260 anos).

Isso ocorreu de 538 a 1798, quando o general de Napoleão, Bertier, levou preso, da Capela Sistina, o papa Pio XI, dando um fim ao domínio perseguidor papal.

O padre Jesuíta Joseph Rickaby disse que, quando o Papa Pio VI faleceu (ficou exilado depois de sua prisão), “a metade da Europa pensou que, junto com o papa morrera também o papado”. (Fonte: Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse, p. 337).

A partir do ano de 1798 entramos no tempo do fim por que o poder papal havia sido “ferido” (Apocalipse 13:3) e também pelo fato de, em 1844 (de acordo com as profecias de Daniel 8:14 e Daniel 9), Deus ter começado Sua obra de avaliar a vida de cada ser humano (juízo antes da volta de Cristo – 1 Pedro 4:17) para mostrar ao universo quem realmente permaneceu fiel a Deus (2 Coríntios 5:10). Leia também Apocalipse 14:6, 7 e verá que Deus nos convida a nos prepararmos “pois é chegada a hora do seu juízo”.

Sendo que já estamos no tempo do fim; e que esse tempo culminará com a volta de Jesus Cristo para acabar com o pecado e a maldade que nos atormenta, não fica difícil entendermos que o mundo de pecado não chegará ao fim por que “um planeta se chocará com a terra”.

Depois que todos os seres humanos tiverem oportunidade de se arrependerem dos seus erros e de aceitarem (ou não) o plano de Deus para salvá-los (2 Pedro 3:9), Jesus voltará em glória e majestade: “Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mateus 25:31-34.

Para alguns, a volta de Jesus será o fim (Apocalipse 6:14-17). Para outros, o começo de uma nova vida (Isaías 25:9; Apocalipse 21:4). Tudo irá depender das escolhas que fazemos a cada dia. APOCALIPSE: O LIVRO DA ESPERANÇA Como afirmei anteriormente, o termo “Apocalipse” significa “Revelação”. Não é um livro de tragédias ou mesmo “lacrado”, mas, a revelação de Deus de que há esperança para nosso mundo. Percebemos a mensagem de esperança do livro em vários textos. Eis alguns: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus.” Apocalipse 2:7. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.” Apocalipse 2:17. “Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações” Apocalipse 2:26. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Apocalipse 3:13. “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.” Apocalipse 3:21.

Há motivo para temer um livro tão belo e importante para nossos dias? Claro que não! Mesmo porque a “bendita esperança” (Tito 2:13) que possibilitará o cumprimento dessas promessas (esse bendita esperança é também a mensagem principal do livro) é o retorno de Cristo a esse mundo! Não é por acaso que o apóstolo João finaliza o livro radiante de alegria e cheio de esperança: “Aquele que dá testemunho destas coisas [Jesus Cristo] diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” Apocalipse 22:20.

PARA O AUTOR DO FILME “2012”, O MUNDO NÃO ACABARÁ NESSE PERÍODO… De acordo com o site http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1418115&seccao=Cinema: “Emmerich anunciou que vai fazer uma continuação para TV de 2012, e mostrar o que aconteceu após a grande catástrofe. O título: 2013” (Grifos acrescentados). Veja que nem mesmo o autor quer que o mundo acabe em 2012, pois, ele deseja escrever outro roteiro, para mais um filme. Portanto, julgar a criatividade de um profissional como sendo “a Palavra de Deus”; e permitir que qualquer alarme vindo de extremistas nos assuste, é imaturidade espiritual e desconhecimento das Escrituras, que afirmam que “o dia e a hora [da volta de Jesus] ninguém sabe…” (Mateus 24:36).

A falta de estudo da Bíblia e a disposição do ser humano em acreditar em qualquer coisa são fatores decisivos para criar esse tipo de medo desnecessário. Em todos os momentos de nossa vida, quando “uma revelação nova” é exposta diante de nós, precisamos ser cristãos maduros na fé “Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.” Efésios 4:14.

Para maiores informações sobre a mensagem do Apocalipse, recomendo a leitura do excelente livro “Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse”, de C. Mervyn Maxwell. Pode ser adquirido com a editora Casa Publicadora Brasileira pelo site www.cpb.com.br ou pelo telefone 0800-979 0606. Um abraço, Leandro Quadros.

 

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"Levantai ao alto vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais Ele chama pelo nome, e por ser Ele grande em força e poder, nem uma só vem a faltar." Is. 40: 26