Os Gritos da Natureza

12-03-2011 20:28

 

Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu nesta sexta-feira a costa nordeste do Japão gerando um alerta de tsunami, com ondas de até seis metros de altura, informaram autoridades locais.

 
O terremoto, que fez os prédios da capital Tóquio tremerem, teve epicentro no Oceano Pacífico, a 130 quilômetros da península de Ojika, e a uma profundidade de dez quilômetros.
 
Seis grandes incêndios foram registrados em Tóquio após o terremoto, segundo indicou a agência Jiji.
 
O tremor atingiu a mesma região onde há dois dias ocorreu um terremoto de magnitude 7,3 que não deixou danos nem feridos.
 
O Japão está sobre a região conhecida como Círculo do Anel de Fogo do Pacífico e registra cerca de 7.000 tremores ao ano, em sua maioria de magnitude pequena.
 
A brasileira Marcia Tardelli, 38, disse que teve a sensação de que o chão iria se abrir sob seus pés após o terremoto de magnitude 8,9 que atingiu a costa do Japão. Moradora de Chiba, Márcia trabalha numa fábrica do Japão há oito anos.
 
Ela disse que estava trabalhando no momento do terremoto. "Estávamos todos dentro da fábrica trabalhando. De repente, começou a tremer. Ficamos parados. Pensamos que ia ser como nos outros [mais fraco], que tremia e parava. Depois veio um mais forte e tudo começou a cair. Brasileiros e japoneses correram para fora da fábrica desesperados. Tudo balançava na rua, os prédios balançavam, o chão parecia que iria se abrir debaixo de nossos pés."
 
Segundo Márcia, todos já foram orientados a manterem o kit-sobrevivência por perto. Estamos preparando mochilas com primeiros-socorros, apitos e comida."
 
Ela disse que os tremores secundários ainda assustam. "São 23h45 e ainda sentimos tremores. Estamos assustados."
 
O terremoto originou ainda um tsunami com ondas de sete metros que devastou a parte leste do país e deixou ainda mais de 800 feridos e 547 desaparecidos.
 
O número de vítimas, contudo, deve aumentar ao longo das próximas horas, quando as equipes de resgate conseguirem chegar a todas as áreas atingidas. As autoridades temem que o número final de mortos ultrapasse mil.
 
A maioria das vítimas provavelmente se afogou na enxurrada marítima que varreu tudo no seu caminho. A própria palavra tsunami é japonesa --significa "onda do porto"--, o que indica a longa e às vezes trágica experiência do país com esse fenômeno.
 
O sistema de monitoramento de terremotos e de alerta de tsunamis no Japão está entre os mais sofisticados --e caros-- do mundo, algo compatível com um país riquíssimo e muito propenso à atividade sísmica, que tem em média um terremoto fraco a cada cinco minutos. A lei obriga, por exemplo, que os edifícios sejam construídos de modo a suportarem tremores de terra.
 
O sistema de monitoramento foi modernizado várias vezes desde a sua criação, em 1952, e especialmente depois que, em 1993, um terremoto de magnitude 7,8 provocou um tsunami de 30 metros de altura que devastou a costa de Hokkaido. Naquela ocasião, a agência meteorológica do país divulgou um alerta, que no entanto chegou tarde demais para centenas de pessoas mortas na tragédia.
 
Hoje, o serviço de alerta de tsunamis tem pelo menos seis centros regionais enviando sinais de 180 estações sísmicas em todo o Japão, e cerca de 80 sensores colocados no mar enviam informações 24 horas por dia para o Sistema de Observação de Tsunamis.
 
Para espalhar rapidamente eventuais alertas, a Agência Meteorológica do Japão e a imprensa desenvolveram um sistema que coloca os avisos nas telas de TV assim que eles são recebidos.
 
Além disso, os alertas são enviados às autoridades locais por um sistema via satélite, que complementa as comunicações terrestres. As autoridades locais ativam sirenes e sistemas de alto-falantes, e também decidem se é preciso ordenar a remoção da população.
 
O Japão possui ainda inúmeros diques e comportas de concreto para proteger portos e zonas costeiras em todo o país, mas os especialistas dizem que isso nem sempre é suficiente para evitar grandes danos --e em alguns casos pode até piorar os prejuízos, por impedir o escoamento da água.
 
PREÇO ALTO
 
O sistema de alerta custa cerca de US$ 20 milhões por ano. Mas prever um tsunami é apenas parte da batalha. Igualmente importante é conscientizar as pessoas sobre os riscos em áreas nas quais tsunamis são raros.
 
Mesmo no Japão, há quem chegue até a praia para dar uma olhada depois dos alertas de tsunamis, e muitos ignoram os alertas porque frequentemente os tsunamis chegam sem provocar ondas perigosas.
 
Localizado no chamado "Anel de Fogo" do Pacífico, uma faixa de grande atividade sísmica e vulcânica ao redor desse oceano, o Japão sofre aproximadamente 20 por cento dos terremotos mundiais com magnitude igual ou superior a 6,0.
 
Em 1896, um sismo de magnitude 8,5 na localidade de Sanriku deixou --junto com o tsunami subsequente-- mais de 22 mil mortos no nordeste do Japão. Outro terremoto de magnitude 8,1, também causando um tsunami, matou 3.064 pessoas na mesma região em 1993.
 
Em 1995, mais de 6.400 pessoas morreram devido a um tremor de magnitude 7,3 em Kobe (oeste). Depois disso, o governo reforçou as regras para as edificações e ampliou sua capacidade de reação a desastres.
 
 
Nota: O terremoto, o maior desde que o Japão iniciou seus registros há 140 anos, provocou incêndios em pelo menos 80 lugares, segundo a agência de notícias Kyodo. Outras usinas nucleares e refinarias de petróleo foram paralisadas, e havia fogo em uma refinaria e numa grande siderúrgica. O terremoto no Japão foi o quinto mais forte do mundo no último século.
 
Há mais de um século, Ellen White escreveu: "O inimigo atuou no passado e ainda está atuando. Ele desceu com grande poder, e o Espírito de Deus está-Se retirando da Terra. Deus tem retirado Sua mão. Só temos de olhar para Johnstown [Pensilvânia]. Ele não impediu que o diabo acabasse com a existência de toda essa cidade [note quem é o verdadeiro culpado pelas tragédias]. E essas mesmas coisas aumentarão até o fim da história terrestre" (Sermons and Talks, v. 1, p. 109). "A crosta terrestre será dilacerada pelas explosões dos elementos ocultos nas entranhas da Terra. Estes elementos, uma vez desprendidos, arrebatarão os tesouros dos que durante anos têm aumentado sua fortuna pela aquisição de grandes posses a preços de fome dos que estão ao seu serviço. E o mundo religioso também será terrivelmente abalado, pois o fim de todas as coisas está às portas" (Manuscript Releases, v. 3, p. 208). "Chegou agora o tempo em que num momento podemos estar em terra sólida, e no outro momento pode ela estar fugindo de debaixo de nossos pés. Haverá terremotos onde menos se espera" (Testemunhos Para Ministros, p. 421). "Em incêndios, em inundações, em terremotos, na fúria das grandes profundezas, nas calamidades por mar e terra, é transmitida a advertência de que o Espírito de Deus não agirá para sempre com os homens" (Manuscript Releases, v. 3, p. 315).
 
Detalhe (para ser lido à luz de Mateus 24:7): O Japão teve 10 grandes terremotos (acima de 6,5 graus na escala Richter) entre 1900 e 2000. Entre 2001 e 2011 teve 12!
 
Fontes:   Folha.com
 
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