Cinco Achados Fascinantes

12-04-2011 20:49

 Descobertas arqueológicas destacam importância das Escrituras Sagradas

 

A arqueologia é ótima ferramenta no estudo e divulgação da Palavra de Deus. Além de nos ajudar a compreender melhor os tempos e as situações em que ocorreram os maravilhosos fatos mencionados na Bíblia, nos auxilia na divulgação das paginas sagradas e, ao mesmo tempo, desperta em alguns descrentes o interesse em seu estudo. Afinal, Jesus disse que "as pedras clamariam" Logo, por que não entender que, além da tradicional referencia aos "de fora. ‘o Mestre não poderia ter Se referido as "pedras" como evidencias que os arqueólogos encontram em favor da Palavra de Deus?
Essa é uma possibilidade bastante razoável. Alias, é interessante notar que, segundo a visão de alguns historiadores, a arqueologia moderna começou em 1798 com o achado da Pedra de Roseta pelos soldados de Napoleão. Ora, para nos adventistas, e curioso que esse seja justamente o ano que marca o inicio do tempo do fim mencionado em Daniel 12:4. Nesse tempo, bem sabemos, ocorreriam coisas importantes como o despertamento religioso em direção à restauração da verdade e o fim do selo sobre o livro de Daniel, que passaria agora a ser mais bem compreendido pelas pessoas. Pois foi justamente a partir do nascimento da arqueologia moderna que começaram as buscas e achados nas terras bíblicas; primeiro no Egito e, depois, na região da Antiga Mesopotâmia, com a redescoberta da cidade de Babilônia e todos os seus artefatos que iluminaram muito a compreensão histórica do livro de Daniel.
O ano de 2007 e já o inicio de 2008 brindaram a arqueologia bíblica com alguns achados interessantes. Neste artigo, gostaria de destacar cinco deles, que foram simplesmente fascinantes. As pesquisas sobre essas descobertas ainda estão em andamento, mas seu anuncio merece ser conhecido por todos. Cada um desses achados tem relação direta ou indireta com os seguintes personagens bíblicos: Herodes, a madrasta de Moises, Davi, Jezabel e Tamá (esse ultimo mencionado em Neemias7:55). Vejamos a importância de cada um deles para o estudo das Escrituras.
 
Tumulo de Herodes - Vários Herodes são mencionados na Bíblia, mas nenhum deles foi mais famoso ou mais perverso que Herodes, o Grande, o mesmo soberano que intentou assassinar o menino Jesus. A recente escavação de sua tumba foi anunciada em 2007 pela Universidade Hebraica como o primeiro grande achado arqueológico do século XXI.
A descoberta ocorreu na região conhecida como Herodium, um dos muitos castelos construídos por Herodes em sua própria homenagem, não muito distante de Jerusalém. Ali, o que parece ser apenas um amontoado de rochas e areia no meio do deserto tem que ver com os restos de um magnifico palácio cavado na rocha, no topo de uma montanha a 752 metros acima do nível do mar. Algumas partes de suas paredes e muralhas podem ser vistas ate hoje pelos que visitam a região.

 

Herodes pretendia perpetuar seu nome na Historia e por isso queria um palácio na mais alta das montanhas para que nenhum rei pudesse sobrepuja-lo na altura de sua gloria. Segundo o historiador Flávio Josefo, que viveu no primeiro século d.C, Herodes foi sepultado ali, e essa era a principal pista para os arqueólogos.

O professor israelense Ehud Netzer foi o responsável pela equipe envolvida nas escavações que revelaram o tumulo. Ele, na verdade, já procurava pelo tumulo no local desde 1972, mas só agora (foi possível localizar o que sobrou do sarcófago real, pois já não havia mais ossos e o próprio caixão de pedra já havia sido depredado possivelmente pelos romanos na mesma campanha que destruiu Jerusalém e o templo no ano 70 d.C.

A gloria de Herodes, contrastada com as poucas pedras que sobraram de seu tumulo, e um exemplo vivo de como e passageiro o que o mundo oferece. Ele jamais imaginaria que esse seria o futuro de seus belos monumentos. E pensar que, por causa desse efêmero poder, ele quase assassinou o recém-nascido Filho de Deus!

Múmia de Hatshepsut - Dependendo da cronologia egípcia que se adotar, é possível que a rainha Hatshepsut tenha sido aquela anônima filha do farão que adotou Moises, segundo o relato do Êxodo. Essa jovem, que se tornou mais tarde a única "mulher-faraó" do Antigo Egito, quase teve seu nome apagado da historia por ação de opositores que assumiram o poder depois dela. Curiosamente, Hatshepsut não teve filhos homens naturais (apenas filhas), o que reforça a hipótese da adoção de Moises e a intenção de coloca-lo no poder. É interessante notar que em algumas estátuas ela aparece vestida de homem, pois era difícil para os políticos da época aceitar as ordens de um faraó que fosse mulher.

Apos a morte de Hatshepsut, sua múmia foi retirada da tumba real, porque seus servos temiam que Tutmoses III, seu sucessor, depredasse o lugar maculando seus restos mortais. Então, a levaram para junto do tumulo de sua ama-de-leite. Por causa disso, seu corpo ficou esquecido e só foi encontrado em 1903 pelo Dr. Carter (o mesmo que encontrou a múmia de Tutancâmon). Além disso, ele foi erroneamente identificado com a múmia de uma escrava qualquer.

Até então, a única coisa concreta que tínhamos de Hatshepsut era um dente molar guardado numa caixa que trazia a inscrição de seu nome. E que os egípcios tinham o estranho costume de guardar em caixas partes do corpo de um nobre falecido, como um dedo, uma mecha de cabelo, um dente, etc.

Assim, em 2007, o Dr. Zahi Hawass, desconfiado de que a posição daquele corpo feminino revelava uma pose faraônica, resolveu analisar melhor o achado e percebeu algo muito interessante. Além da postura real em que o corpo se encontrava, faltava em sua arcada dentaria um dente molar que curiosamente era o mesmo da caixa de Hatshesut. Estudos preliminares de DNA apontaram fortemente para a possibilidade de que a múmia e a dona do dente fossem a mesma pessoa. Além disso, outros exames de DNA feitos entre a múmia encontrada e outra identificada como sendo de Ahmose Nefertari, a avo de Hatshepsut, reforçaram ainda mais a identificação.

Foi essa mesma glória egípcia que Moises recusou receber em vida e, por isso, jamais encontraremos sua múmia, não importa o quanto escavemos. Graças a sua sabia escolha, seu lugar hoje não e na areia do Egito, mas na gloria do Céu!

 

Palácio de Davi - Por muito tempo, o rei Davi foi reputado como personagem lendário pelos céticos que não criam no relato bíblico. Contudo, o achado de uma pedra em Tel Dã, no ano de 1993, desmentiu fortemente os críticos, pois ali estava, numa placa comemorativa escrita por inimigos de Israel, uma clara referenda a "Casa de Davi',' que e uma expressão comumente usada na Bíblia para se referir aos descendentes do rei. Essa pedra fora originalmente escrita por volta de 800 anos antes de Cristo. 

 

E, justamente agora, uma arqueóloga israelense chamada Eliat Mazar, parece estar encontrando outra evidencia histórica muito importante acerca de Davi. Alguns alicerces por ela escavados em Jerusalém podem provavelmente ser os primeiros indícios do palácio de Davi. O mesmo lugar de onde ele governou Israel e no qual ocorreram muitos episódios descritos no Antigo Testamento.

O espaço e curto para entrarmos em detalhes sobre suas pesquisas e argumentações (que, alias, estão muito bem fundamentadas), mas as expectativas e a possibilidade de Eliat Mazar estar certa são muito alvissareiras, principalmente porque os céticos, argumentando com base na aparente inexistência de um palácio em Jerusalém, negam que essa tenha sido a capital do reino unido de Israel, conforme narram as Escrituras.

 

O Selo de Jezabel - Jezabel foi, talvez, a mais destacada rainha na da Bíblia. Suas perversidades ficaram tão famosas que mil anos depois de sua morte, as visões apocalípticas de Joao ainda utilizaram sua imagem como símbolo de apostasia e perversão (Ap 2:20-23).

Os achados indiretamente relacionados com essa mulher começaram em 1908, com a escavação de um belo palácio em Samaria, que os arqueólogos entenderam ter pertencido a Omri e, posteriormente a Acabe, que o reformou e ampliou. O lugar estava cheio de fragmentos de estátuas e placas de marfim, o que coincide com o relato de I Reis 22:39.

 

Um templo dedicado a Asherah e Baal foi escavado próximo a Samaria e, ao que tudo indica, estivera em uso nos dias de Acabe. Ali foi encontrado grande numero de ossadas de recém-nascidos, o que sugere a prática comum de sacrifício de crianças dentro do território de Israel. Talvez tenham sido esses os sacerdotes protegidos por Jezabel e combatidos por Elias. Por esse achado, não e difícil entender por que eles acabaram mortos depois da batalha espiritual do Carmelo.
No que diz respeito à Jezabel, existia um selo real exposto havia décadas no museu de Israel, que trazia as iniciais JZBL. Alguns arqueólogos suspeitavam que o selo pudesse ter sido da rainha de Acabe, mas não foram categorias em afirmar isso, por duas razões: primeira, o selo fora encontrado fora de contexto, isto é, num mercado de antiguidades (ele foi possivelmente roubado das escavações em Samaria); segunda, o nome de Jezabel na Bíblia possui una letra álef no começo, e este nome não tinha essa letra.
Porem, recentemente, uma pesquisadora holandesa publicou um artigo no qual apresenta algumas interessantes argumentações para o fato de que a parte superior do selo (que esta quebrada) teria mais duas letras: "lamed" (que significaria algo como "pertencente a") e álef, dando ao nome a mesma forma de escrita bíblica. Embora seja difícil dogmatizar, existe de fato uma boa chance de ter sido esse o selo pertencente à Jezabel, que nalgumas vezes se atreveu a usar o próprio selo do rei para falsificar cartas oficiais enviadas por ela mesma (I Reis 21:8).
 
 
Selo de Tamá - A mesma arqueóloga que esta escavando o que se supõe ser o palácio de Davi, anunciou, em fevereiro de 2008, o achado de um selo próximo ao Muro das Lamentações, numa jazida da época do segundo templo (516 a.C. a 70 d.C). O selo tinha uma forma elíptica e dimensões de 2,1 x 1,8 cm. Suas características indicam que foi feito em Babilônia e que data do 5° século a.C. Porem, o que mais chamou a atenção dos arqueólogos foi o nome que aparece na base: Tamá. Ora, de acordo com a lista de Neemias 7:55, esse foi o nome de uma das famílias que retornaram para Jerusalém, apos o cativeiro Babilônico, no tempo de Zorobabel.
Mas o selo mostra uma triste realidade. Comumente, esse tipo de artefato trazia algum símbolo que identificava a tendência religiosa de quem o possuía. Sendo assim, era de se esperar algo que identificasse a adoração ao Deus de Israel. Mas o selo trazia a figura de duas pessoas oferecendo, sobre um altar, sacrifícios ao Deus Sin, identificado pela Lua, que aparece mais ao topo. É triste ver episódios em que o povo de Deus ainda permanecia duro de se converter, mesmo em meio a experiências amargas que deveriam tê-lo feito voltar-se urgentemente para as coisas de Deus! Não deveríamos nos, que vivemos hoje, aprender com o erro daqueles que se foram?
 
Conclusão - Esses são apenas uns poucos exemplos do que Deus tem permitido ser revelado pelos arqueólogos. Não sabemos ainda que coisas o Senhor permitira serem encontradas até a volta de Jesus. Mas, sejam elas quais forem, o vislumbre de Seu rosto vindo entre os anjos nas nuvens do céu ainda será, certamente, o maior de todos os achados. E não apenas arqueólogos treinados, mas o mundo inteiro poderá participar dessa grande e maravilhosa descoberta! 
 
Rodrigo Silva 
Revista Adventista ABRll-2008

 

 

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