Danças e a Moda Segundo Ellen G. White

14-10-2010 00:19


Durante muitos anos Ellen G. White escreveu , fez comentários e abordou aspectos sobre os mais diversos assuntos. Sua visão não era apenas a de quem tinha uma profunda convivência com as necesidades dos cristãos no seu tempo, mas também, pela influência do Espírito Santo, ultrapassou os limites de sua época e deu um conteúdo equilibrado, coerente e profético aos seus textos.
Embora muito do que vemos hoje pareça ser coisa que não existia nos séculos passados, o princípio e a excência são as mesmas, porque o ser humano tem os mesmos conflitos, desejos e fraquezas, pois todos vivemos ainda num mundo de pecado.
Na seqüência, dividido por assuntos, apresentamos alguns dos mais importantes conselhos e posições do Espírito de Profecia sobre aquilo que o “Estilo de Vida Jovem” abordou em seu conteúdo. Que isto possa servir como uma referência à formação de uma opinião coerente e firmada na verdade.
 
 

A DANÇA

“A dança de Davi em júbilo reverente, perante Deus, tem sido citada pelos amantes dos prazeres para justificarem as danças modernas da moda; mas não há base para tal argumento. Em nosso tempo a dança está associada com a extravagância e as orgias noturnas. A saúde e a moral são sacrificadas ao prazer. Para os que freqüentam os bailes, Deus não é objeto de meditação e reverência; sentir-se-ia estarem a oração e o cântico de louvor deslocados, na assembléia deles. Esta prova deve ser decisiva. Diversões que tendem a enfraquecer o amor pelas coisas sagradas e diminuir nossa alegria no serviço de Deus, não devem ser procuradas por cristãos. A música e dança, em jubiloso louvor a Deus, por ocasião da mudança da arca, não tinham a mais pálida semelhança com a dissipação da dança moderna. A primeira tendia à lembrança de Deus, e exaltava Seu santo nome. A última é um ardil de Satanás para fazer os homens se esquecerem de Deus e O desonrarem.” – Patriarcas e Profetas, pág.707
“O verdadeiro cristão não desejará entrar em nenhum lugar de diversão nem se entregar a nenhum entretenimento sobre que não possa pedir a bênção divina. Não será encontrado no teatro, e nos salões de jogos. Não se unirá aos alegres valsistas, nem contemporizará com nenhum outro enfeitiçante prazer que lhe venha banir a Cristo do espírito.
Aos que intercedem por essas distrações, respondemos: Não podemos com elas condescender em nome de Jesus de Nazaré. A bênção de Deus não seria invocada sobre a hora passada no teatro ou na dança. Cristão algum desejaria encontrar a morte em tal lugar. Nenhum quereria ser encontrado aí, quando Cristo viesse.
Quando chegarmos à hora final, e nos acharmos face a face com o registro de nossa vida, acaso lamentaremos haver assistido a tão poucas festas? Ter tão poucas vezes participado de cenas de precipitada alegria? Não haveremos antes de chorar amargamente o ter gasto tantas horas preciosas na satisfação egoísta – negligenciado tantas oportunidades que, devidamente aproveitadas nos haveriam garantido tesouros imortais?
Tem-se tornado costume que os que professam religião, desculpem quase toda perniciosa condescendência a que o coração se acha ligado. Pela familiaridade com o pecado, tornam-se cegos à sua enormidade. Muitos que pretendem ser filhos de Deus buscam passar um verniz sobre os pecados que Sua Palavra condena, procurando ajuntar algum desígnio de caridade da igreja e suas ímpias festas de bebedeiras.
Tomam assim emprestadas as vestes do Céu para com elas servir ao diabo. Pessoas são iludidas, corrompidas e perdidas para a virtude por esses desperdícios ao sabor da moda.
Em muitas famílias religiosas a dança e o jogo de cartas são usados como brincadeiras de salão. Alegam que são entretenimentos sossegados, domésticos, que podem ser com segurança usados sob as vistas paternas. Mas cultiva-se assim o gosto por esses prazeres, e o que era considerado inofensivo em casa não será por muito tempo olhado como perigoso lá fora. Resta ainda ver se há algum bem a colher desses divertimentos. Não dão vigor ao corpo nem repouso à mente. Não implantam no coração um sentimento virtuoso ou santo. Ao contrário, destroem todo gosto pelos pensamentos sérios e pelos cultos. É verdade que existe vasta diferença entre a melhor classe de seletas festinhas e os promíscuos e degradantes ajuntamentos do baixo salão de baile. Todavia, são todos passos no caminho da dissipação.
O divertimento da dança, segundo é orientado em nossos dias, é uma escola de depravação, uma terrível maldição para a sociedade. Pudessem ser reunidos todos quantos, em nossas grandes cidades, são anualmente arruinados por este meio, e que histórias se ouviriam de vidas destruídas! Quantos, dos que estão agora prontos a defender este costume, se encheriam de angústia e pasmo ante seus frutos! Como podem pais professamente cristãos consentir em colocar seus filhos no caminho das tentações, assistindo com eles a tais cenas de festividade?
Como podem rapazes e moças trocar sua salvação por esse envolvente prazer?” Review and Herald, 28 de fevereiro de 1882. – Mensagens aos Jovens, pág. 135
“Em muitas famílias religiosas a dança e o jogo de cartas são feitos um passatempo familiar. Argumenta-se que esses são divertimentos domésticos tranqüilos, os quais podem ser desfrutados a salvo sob as vistas paternas. Mas assim é cultivado o amor por esses prazeres estimulantes, e o que era considerado inofensivo no lar não será por muito tempo considerado perigoso fora. Ainda está por provar que haja qualquer bem a ser obtido desses divertimentos. Eles não dão vigor ao corpo nem repouso à mente. Não implantam na alma qualquer sentimento santo ou virtuoso. Ao contrário, destrói todo gosto por pensamentos sérios ou pelo culto. É certo que há um grande contraste entre as reuniões da classe mais seleta e as promíscuas e degradantes reuniões das casas de dança vulgar. Mas todas são passos no caminho da dissipação.” – Review and Herald, 28 de fevereiro de 1882.
“Há divertimentos, como a dança, o jogo de cartas, as damas, o xadrez, etc., que não podemos aprovar porque o Céu os condena. Esses divertimentos abrem a porta para grandes males. Não são de tendência benéfica, mas têm influência estimulante, produzindo em alguns espíritos a paixão por aqueles folguedos que levam a jogatinas e dissipação. Tais divertimentos devem ser condenados pelos cristãos, pondo-se em seu lugar alguma coisa que seja perfeitamente inofensiva.” – Testimonies, vol. 1, pág. 514.
“A passos furtivos aproxima-se o dia do Senhor; mas os homens supostamente grandes e sábios não conhecem os sinais da vinda de Cristo e do fim do mundo. Prevalece a iniqüidade, e o amor de muitos esfriou.
Milhares e milhares, milhões e milhões há que agora fazem a sua decisão para a vida ou morte eternas. O homem inteiramente absorto no seu escritório, o que se deleita na mesa do jogo, o que ama o apetite pervertido e com ele condescende, o amante de diversões, os freqüentadores de teatros e salões de baile, põem a eternidade fora das suas cogitações. Toda a preocupação da sua vida é: Que comeremos? Que beberemos? e com que nos vestiremos? Não compõem o grupo que se encaminha para o Céu. São guiados pelo grande apóstata, e com ele serão destruídos.” – Testemunhos Seletos vol.3, pág. 13
“Voam anjos em torno de uma habitação além. Jovens estão ali reunidos; ouvem-se sons de música em canto e instrumentos. Cristãos acham-se reunidos nessa casa; mas que é que ouvis? Um cântico, uma frívola canção, própria para o salão de baile. Vede, os puros anjos recolhem para si a luz, e os que se acham naquela habitação são envolvidos pelas trevas. Os anjos afastam-se da cena. Têm a tristeza no semblante.” – Mensagens aos Jovens, pág. 295
 

A MODA

“A moda governa o mundo; e é uma senhora tirana, compelindo freqüentemente seus devotos a submeter-se aos maiores inconvenientes e desconforto. A moda impõe tributos sem razão e os recolhe sem misericórdia. Exerce fascinante poder e está pronta a criticar e a ridicularizar a todos os que não lhe seguem.” – Christian Temperance and Bible Hygiene, pág. 85.
“Os ricos têm o desejo de suplantar uns aos outros ao sujeitar-se às modas que estão sempre em mudança; os de classe média e mais pobres esforçam-se por aproximar-se da norma estabelecida pelos que supõem acima de si. Onde os meios e as forças são limitados, e o desejo de sobressair é grande, o peso se torna quase insuportável. Para muitos, não importa quão próprio ou mesmo bonito um vestido possa ser, no caso de se mudar a moda, tem de ser reformado ou posto de lado.” – Educação, pág. 246.
“Satanás, o instigador e força motriz dos decretos sempre mutáveis e nunca satisfatórios da moda, está sempre ocupado em inventar alguma coisa nova que se demonstre prejudicial à saúde física e moral; e triunfa por seus ardis terem tão bom êxito. A morte ri de que a loucura destruidora da saúde e o zelo cego dos adoradores no altar da moda os ponham com tanta facilidade sob seu domínio. A felicidade e o favor de Deus são postos sobre o seu altar.” – Christian Temperance and Bible Hygiene, pág. 85.
“A idolatria praticada em matéria de vestuário é enfermidade moral; não deve ser introduzida na nova vida. Na maioria dos casos, a submissão às reivindicações do evangelho requer uma mudança decisiva em matéria de vestuário.” – Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 393.
“Quão contrários aos princípios dados nas Escrituras são muitos dos modelos de vestidos prescritos por ela! Pensai nos feitios que têm dominado nos últimos cem anos, ou mesmo nas derradeiras décadas. Quantos deles … seriam … julgados inadequados para uma senhora distinta, temente a Deus, e que se preza! … Muita moça pobre, para ter um vestido de estilo, tem-se privado de roupa agasalhadora, pagando com a própria vida. Muitas outras, cobiçando a exibição e a elegância dos ricos, têm sido incitadas a caminhos desonestos e à vergonha. Muitos lares se têm privado de conforto, muitos homens têm sido arrastados à fraude ou à bancarrota, para satisfazer às extravagantes exigências da mulher e das filhas.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 290.
“Por toda a parte se manifesta o orgulho e a vaidade; mas os que são inclinados a olhar o espelho a fim de admirar a si mesmos pouca inclinação terão para olhar à lei de Deus, o grande espelho moral. Essa idolatria do vestuário destrói tudo o que é humilde, manso e amável no caráter. Consome as preciosas horas que deveriam ser usadas na meditação, para exame do coração, para o estudo, com oração, da Palavra de Deus. … Nenhum cristão se pode conformar com as modas desmoralizadoras do mundo, sem pôr em perigo a salvação de sua alma.” – Review and Herald, 31 de março de 1891.
“Ajudadas pela graça de Cristo, as senhoras podem fazer um trabalho grande e sublime. Por essa razão Satanás trabalha com suas artimanhas para inventar roupas segundo a moda, para que o amor à ostentação absorva de tal maneira a mente e o coração e as afeições, mesmo de professas mães cristãs deste século, que estas não tenham tempo para empregar na educação e preparo dos filhos ou no cultivo de sua própria mente e caráter, de modo que possam ser exemplos dos filhos, modelos de boas obras. Quando Satanás consegue o tempo e as afeições da mãe, está plenamente ciente de quanto ganhou. Em nove casos dentre dez, ele tem conseguido a dedicação de toda a família ao vestuário e à ostentação frívola. Ele conta os filhos entre as suas presas, pois capturou a mãe.” – Manuscrito 43, 1900.
“As crianças ouvem mais de vestidos do que da salvação. … Porque a mãe se acha mais familiarizada com a moda do que com o seu Salvador.” – Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 597.
“Pais e filhos são privados daquilo que é melhor, mais doce e mais verdadeiro na vida. Por amor da moda são roubados da preparação para a vida futura.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 291.
“Muitas das preocupações da mãe resultam do seu esforço para acompanhar as modas do dia. Terrível é o efeito dessas modas sobre a saúde física, mental e moral. Faltando-lhes a coragem para ficarem firmes ao lado do direito, senhoras permitem que a corrente do sentimento popular as arraste em sua esteira. … Com muita freqüência, professas mães cristãs sacrificam o princípio a seu desejo de seguir à multidão que faz da moda o seu deus. A consciência protesta, porém elas não são suficientemente corajosas para tomar posição decidida contra o erro.” – Review and Herald, 17 de novembro de 1904.
“Freqüentemente os pais vestem os filhos com roupas extravagantes, com muita ostentação de ornamento e então admiram abertamente o efeito de seus trajes e os cumprimentam por sua aparência. Esses pais insensatos se encheriam de consternação se pudessem ver como Satanás lhes apóia os esforços e os impele para maiores loucuras.” – Pacific Health Journal, janeiro de 1890.
“Ao verem um vestido diferente do que possuem vossas filhas são inclinadas a desejar um idêntico. Ou talvez desejem qualquer outra coisa que vêem os outros possuírem, que achais não estar de acordo com vossa fé conceder-lhes. Permitir-lhes-eis importunar-vos tanto que consigam isso de vós, deixando que elas vos moldem em vez de as moldardes vós, de acordo com os princípios do evangelho? Nossos filhos são muito preciosos à vista de Deus. Ensinemos-lhes a Palavra de Deus, educando-os nos Seus caminhos. É vosso privilégio ensinar os filhos a viver de tal maneira que tenham a aprovação dos Céus. …
Não encorajemos nossos filhos a seguirem as modas do mundo; e se formos fiéis em lhes dar o ensino correto, eles não as seguirão. As modas do mundo freqüentemente tomam uma forma ridícula, e deveis tomar firme posição contra elas.” – Manuscrito 45, 1911.
“Mesmo o dia de culto e as próprias cerimônias religiosas não estão isentos do domínio da moda. Pelo contrário, oferecem oportunidade para maior exibição de seu poder. A igreja torna-se um lugar de ostentação, e as modas são estudadas mais do que o sermão. Os que são pobres, incapazes de corresponder às exigências da moda, ficam inteiramente afastados da igreja. O dia de descanso é passado em ociosidade, e pelos jovens muitas vezes em associações desmoralizadoras.
Na escola, as moças, em virtude de vestes impróprias e incômodas, inabilitam-se ou para o estudo ou para o recreio. Sua mente está preocupada, e tarefa difícil é ao professor despertar-lhes o interesse.
Para quebrar o encanto da moda a professora muitas vezes não encontra meios mais eficazes do que o contato com a Natureza. Que as alunas provem os deleites que se encontram ao lado dos rios, lagos e mares; subam elas às colinas, contemplem a glória do pôr-do-sol, explorem os tesouros do bosque e do campo; aprendam os prazeres de cultivar plantas e flores; e a importância de mais uma fita ou babado perderá sua significação.
Levem os jovens a verem que no vestuário, assim como no regime alimentar, a maneira singela de viver é indispensável para que possamos pensar de maneira superior. Levem-nos a ver quanto há a aprender e fazer, quão preciosos são os dias da juventude como preparo para o trabalho da vida. Ajudem-nos a ver que tesouro há na Palavra de Deus, no livro da Natureza, e nas histórias das vidas nobres.
Dirija-se-lhes a mente aos sofrimentos que poderiam aliviar. Auxiliem-nos a ver que, em cada dólar dissipado para a ostentação, aquele que o despende se despoja de meios para alimentar os famintos, vestir os nus e consolar os tristes.
Não podem consentir que se frustrem as gloriosas oportunidades da vida, que se lhes amesquinhe o espírito, arruíne a saúde, e naufrague sua felicidade, tudo por amor da obediência a mandos que não têm fundamento na razão, nem no conforto ou na graça e elegância.” – Educação. pág. 248
“Nossas palavras, ações, vestidos, são pregadores vivos e diários, juntando com Cristo, ou espalhando. Isto não é coisa insignificante, para ser passada por alto com um gracejo. A questão do vestuário exige séria reflexão e muito orar. Muitos incrédulos sentiram que não estavam procedendo bem em se permitirem ser escravos da moda; mas quando vêem alguns que fazem elevada profissão de piedade vestindo-se da mesma maneira que os mundanos, fruindo a sociedade dos frívolos, entendem que não pode haver mal em tais coisas.
“Somos”, disse o inspirado apóstolo, “feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens.” I Cor. 4:9. Todo o Céu está notando a influência diária que os professos seguidores de Cristo exercem sobre o mundo. Minhas irmãs, vosso vestuário está falando ou em favor de Cristo e da sagrada verdade, ou em favor do mundo. De qual? Lembrai-vos de que havemos todos de responder a Deus pela influência que exercemos.
Não quereríamos, de maneira alguma, incentivar a negligência no vestuário. Que as roupas sejam adequadas e decentes. Ainda que seja apenas um tecido de pouco preço, deve estar limpo e bem assentado. Caso não haja babados, a dona de casa não somente poderá economizar alguma coisa fazendo-o ela própria, como também economizará lavando-o e passando-o ela mesma. Famílias há que tomam sobre si pesados fardos vestindo os filhos de acordo com a moda. Que perda de tempo! As pequenas haviam de parecer muito atrativas com um vestido livre de babados e adornos, mas limpinho e bem arranjado. É tão fácil lavar e passar um vestido assim, que esse trabalho não parecerá uma carga.
Por que hão de nossas irmãs roubar a Deus do serviço que Lhe é devido, e a Seu tesouro do dinheiro que cumpria dar-Lhe à causa, para servir às modas deste século? Os primeiros e os melhores pensamentos são dados ao vestuário; desperdiça-se tempo e gasta-se dinheiro. Negligencia-se a cultura do espírito e do coração. O caráter é considerado de menos importância que o vestido. É de infinito valor o ornamento de um espírito manso e quieto: e a pior das loucuras é gastar em frívolos empenhos nossas oportunidades de adquirir esse precioso ornamento da alma.
Irmãs, podemos realizar uma nobre obra para Deus, se o quisermos. As mulheres não conhecem o poder que possuem. Deus não pretende que suas aptidões sejam todas absorvidas em indagar: Que comerei? que beberei? e com que me vestirei? Há para a mulher um mais elevado desígnio, mais grandioso destino. Ela deve cultivar e desenvolver as próprias faculdades; pois Deus as pode empregar na grande obra de salvar almas da ruína eterna. …
Mas o mal maior é a influência que se exerce sobre as crianças e os jovens. Ao virem ao mundo, por assim dizer, já se acham sujeitas às exigências da moda. As criancinhas ouvem mais de vestidos do que da salvação. Vêem as mães mais diligentes em consultar os figurinos do que a Bíblia. Fazem-se mais visitas à loja e à modista do que à igreja. A exibição do vestuário se torna de mais importância do que o adorno do caráter. Há rigorosas repreensões por sujar os finos trajes, e o espírito se torna impertinente, irritável sob as contínuas restrições.
Um caráter deformado não preocupa tanto a mãe como um vestido sujo. A criança ouve mais acerca de roupas do que da virtude; pois a mãe se acha mais familiarizada com a moda do que com seu Salvador. O exemplo dela rodeia muitas vezes os jovens com uma atmosfera envenenada. O vício, disfarçado sob as roupagens da moda, introduz-se entre os filhos.
O vestuário simples fará com que uma mulher sensata se apresente sob o melhor aspecto. Julgamos o caráter de uma pessoa pelo estilo do seu traje. O vestuário pomposo indica um espírito fraco e vaidoso. A mulher modesta e piedosa trajar-se-á modestamente, o fino gosto, o espírito culto, revelar-se-á na escolha do traje simples e apropriado.
Existe um ornamento imperecível, o qual promoverá a felicidade das pessoas que convivem conosco, e manterá seu brilho no futuro. É o adorno de um espírito manso e humilde. Deus nos manda usar na alma o mais precioso vestido. A cada olhar ao espelho, deviam os adoradores da moda lembrar-se da negligência da alma. Toda hora desperdiçada, devia reprová-los por deixarem ao abandono o intelecto. Então poderia haver uma reforma que elevasse e enobrecesse todos os objetivos e desígnios da vida. Em lugar de buscar ornamentos de ouro para o exterior, cumpria fazer-se diligente esforço para obter aquela sabedoria que é mais valiosa que o fino ouro, sim, mais preciosa que os rubis.
Os adoradores do altar da moda são dotados de pequena resistência de caráter e pouca energia física. Não vivem para qualquer objetivo elevado, e sua existência não preenche nenhum digno fim. Encontramos em toda parte mulheres cuja mente e coração se acham inteiramente absorvidos com o amor do vestuário e da ostentação. A alma feminina torna-se raquítica e amesquinhada, e seus pensamentos se centralizam no pobre e desprezível eu. Ao passar na rua uma jovem trajada na moda, observada por vários cavalheiros, um deles fez algumas perguntas a seu respeito. E a resposta foi: “Ela é um bonito adorno em casa de seu pai, mas não tem nenhuma utilidade.” É deplorável que pessoas que professam ser discípulas de Cristo julguem coisa desejável imitar o vestuário e as maneiras desses ornamentos inúteis.
Pedro dá valiosas instruções quanto ao vestuário das mulheres cristãs: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus.” I Ped. 3:3-5. Tudo quanto insistentemente vos recomendamos, é o cumprimento das recomendações da Palavra de Deus. Somos nós leitores da Bíblia, e seguidores de seus ensinos? Obedeceremos a Deus, ou nos conformaremos com os costumes do mundo? Serviremos a Deus ou a Mamom? Podemos nós esperar fruir paz de espírito e a aprovação de Deus, ao passo que andamos diretamente em contrário aos ensinos de Sua Palavra?
O apóstolo Paulo exorta os cristãos a não se conformarem com o mundo, mas se transformarem pela renovação do entendimento: “para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Rom. 12:2. Alguns que professam ser filhos de Deus, no entanto, não sentem escrúpulos de se adaptarem aos costumes do mundo no uso de ouro e pérolas e vestidos preciosos. Os que são demasiado conscienciosos e não usam essas coisas são considerados como espíritos estreitos, supersticiosos, e mesmo fanáticos. É Deus, porém, que tem a condescendência de dar-nos essas instruções; elas são declarações da infinita Sabedoria; e os que as desconsideram fazem-no com perigo e perda para si mesmos. Os que se apegam aos adornos proibidos na Palavra de Deus, nutrem orgulho e vaidade no coração. Desejam atrair a atenção. Seu vestuário diz: Olhem para mim; admirem-me. Assim cresce decididamente a vaidade inerente ao coração humano, devido à condescendência. Quando a mente está firme na idéia de apenas agradar a Deus, desaparecem todos os desnecessários embelezamentos pessoais.
O apóstolo coloca o adorno exterior em positivo contraste com um espírito manso e quieto, e dá então testemunho em favor do valor relativo deste – “que é precioso diante de Deus”. I Ped. 3:4. Há um claro contraste entre o amor aos adornos exteriores e a graça da mansidão, do espírito quieto. Unicamente quando buscamos em tudo conformar-nos à vontade de Deus, é que reinarão na alma essa paz e alegria.
O amor do vestuário põe em perigo a moral, e torna a mulher um oposto da dama cristã, caracterizada pela modéstia e a sobriedade. …
Cristo Se envergonha de Seus professos seguidores. Em que apresentamos qualquer semelhança com Ele? Em que nossa maneira de vestir se harmoniza com as exigências bíblicas? Não quero que recaiam sobre mim os pecados do povo, e darei à trombeta um sonido certo. Tenho por anos dado um testemunho claro e decidido acerca desse assunto, seja pela imprensa, seja da tribuna. Não me tenho esquivado a declarar todo o conselho de Deus. Preciso estar limpa do sangue de todos. O mundanismo e o orgulho que dominam por toda parte não servem de desculpa para um cristão fazer o que os outros fazem. Disse Deus: “Não seguirás a multidão para fazeres o mal.” Êxo. 23:2.
Não brinqueis, minhas irmãs, por mais tempo com vossa própria alma e com Deus. Foi-me mostrado que a principal causa de vossa apostasia é o amor que tendes ao vestuário. Isto leva à negligência de sérias responsabilidades, e mal vos achais possuidoras de uma centelha do amor de Deus no coração. Renunciai, sem demora, à causa de vosso desvio, pois é pecado contra vossa própria alma e contra Deus. Não vos endureçais pelo engano do pecado. A moda está deteriorando o intelecto e carcomendo a espiritualidade de nosso povo. A obediência à moda está penetrando nossas igrejas adventistas do sétimo dia, e fazendo mais que qualquer outro poder para separar nosso povo de Deus. Foi-me mostrado que as regras de nossa igreja são muito deficientes. Todas as manifestações de orgulho no vestuário, proibidas na Palavra de Deus, devem ser motivo suficiente para disciplina na igreja. Caso haja continuação em face de advertências e apelos e ameaças, perseverando a pessoa em seguir sua vontade perversa, isto poderá ser considerado como prova de que o coração não foi absolutamente levado à semelhança com Cristo. O eu, e unicamente o eu, é objeto de adoração, e um professo cristão assim induzirá muitos a se afastarem de Deus.
Há sobre nós, como um povo, um terrível pecado – termos permitido que os membros de nossa igreja se vistam de maneira incoerente com sua fé. Cumpre erguer-nos imediatamente, e fechar a porta contra as seduções da moda. A menos que isso façamos, nossas igrejas se tornarão desmoralizadas.” – Testemunhos Seletos Vol 1, págs. 596 a 600
“Os que sacrificam a simplicidade à moda, e se excluem das belezas naturais, não podem ter mente espiritual. Não podem entender a habilidade e o poder de Deus como se revelam em Suas obras criadas; portanto, seu coração não é vivificado e não pulsa com novo amor e interesse, e não se enchem de respeito e reverência ao verem Deus na Natureza.” – Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 280.
“O nosso exterior deve caracterizar-se em todos os seus aspectos pelo asseio, modéstia e pureza. O que, porém, a Palavra de Deus não aprova são as mudanças no vestuário pelo mero amor da moda – a fim de nos conformarmos ao mundo. Os cristãos não devem enfeitar o corpo com trajes custosos e adornos preciosos.
As palavras das Escrituras Sagradas, referentes a vestuários, devem ser bem meditadas. Importa compreender o que seja agradável ao Senhor até em matéria de vestimentas. Todos os que sinceramente buscam a graça de Cristo, hão de atender a essas preciosas instruções da Palavra divinamente inspirada. O próprio feitio da roupa há de comprovar a veracidade do evangelho.” – Testemunhos Seletos Vol. 2, pág. 394
“Em vez de tentarem cumprir as exigências da moda, tenham as mulheres a força moral de se vestirem saudável e singelamente. Em lugar de se entregar a uma verdadeira labuta, procure a esposa e mãe encontrar tempo para ler, para se manter bem informada, para ser uma companheira de seu marido, e se conservar em contato com a mente em desenvolvimento de seus filhos. Empregue ela sabiamente as oportunidades que tem agora de influenciar os seus queridos para aquela vida mais elevada. Tome tempo para tornar o querido Salvador um companheiro diário, um amigo familiar. Consagre tempo ao estudo de Sua Palavra, para levar as crianças aos campos, e aprender a conhecer a Deus mediante a beleza de Suas obras.
Mantenha-se ela animada e alegre. Em vez de passar todos os momentos num costurar sem fim, faça do serão um aprazível período social, uma reunião de família depois dos deveres do dia. Muito homem seria assim levado a preferir o convívio de seu lar, em vez de o clube e os bares. Muito menino seria guardado contra a rua e o bar da esquina. Muita menina seria salva de associações frívolas, que não levam a bom caminho. A influência do lar seria, tanto para os pais como para os filhos, aquilo que era o desígnio de Deus que fosse: uma bênção que se estendesse por toda a vida.” – Ciência do Bom Viver, pág. 294
“O povo em nossos dias, fala dos séculos escuros, e gaba-se de progresso. Com esse progresso, porém, não decrescem a impiedade e o crime. Deploramos a ausência de simplicidade natural, e o aumento da ostentação artificial. A saúde, a resistência, a beleza e a longevidade, comuns na chamada “Idade Escura”, são raras agora. Quase tudo quanto é desejável sacrifica-se para satisfazer as exigências da moda.
Grande parte do mundo cristão não tem o direito de chamar-se cristão. Seus hábitos, sua extravagância, a maneira por que tratam em geral o próprio corpo, são violações da lei física, e contrários à Bíblia. Eles estão preparando para si mesmos, na sua maneira de viver, sofrimentos físicos e fraqueza mental e moral.
Mediante seus ardis Satanás tem, em muitos aspectos, tornado a vida doméstica uma vida de cuidados e de complicados fardos, a fim de satisfazer às exigências da moda. Seu desígnio em assim fazer é manter a mente tão plenamente ocupada com as coisas desta vida, que eles não possam dar senão pequena atenção a seus mais altos interesses. A intemperança no comer e no vestir tem por tal forma absorvido a mente do mundo cristão, que as pessoas não dedicam tempo para se tornarem inteligentes quanto às leis de seu ser, a fim de obedecer-lhes. Professar o nome de Cristo é de bem pouca importância uma vez que a vida não corresponda à vontade de Deus, revelada em Sua Palavra. …” – Temperança, pág. 147
“Satanás está continuamente atraindo o povo, da luz salvadora ao costume e à moda, sem consideração para com a saúde física, mental e moral. O grande inimigo sabe que, se o apetite e a paixão dominam, a saúde do corpo e o vigor do intelecto são sacrificados no altar da satisfação do próprio eu, e o homem é prontamente levado à ruína. Se a esclarecida inteligência mantém as rédeas, governando as tendências da parte animal, mantendo-as em sujeição às faculdades morais, Satanás bem sabe ser bem fraco seu poder de derrotar com tentações.” – Mensagens aos Jovens, pág. 237.
“Os cristãos não devem se esmerar por se tornarem objeto de admiração vestindo-se diferentemente do mundo. Mas se, ao seguirem sua convicção do dever quanto a se vestirem modesta e saudavelmente, verificam estar fora da moda, não devem mudar seu traje para serem semelhantes ao mundo; antes devem manifestar nobre independência e coragem moral para andar corretamente, ainda que todo o mundo deles discorde.
Caso o mundo introduza uma moda modesta, conveniente e saudável no vestir, que esteja de acordo com a Bíblia, não mudará nossa relação para com Deus ou para com o mundo adotar tal estilo. Os cristãos devem seguir a Cristo e fazer suas roupas conformar-se com a Palavra de Deus. Devem evitar os extremos. Devem seguir humildemente um rumo certo, sem considerar os aplausos ou censura, e se devem apegar ao que é certo devido aos seus próprios méritos.” – Testimonies, vol. 1 págs. 458 e 459.
“Não ocupeis vosso tempo esforçando-vos para seguir todas as modas insensatas do vestir. Trajai-vos asseada e decentemente, mas não vos torneis alvo de observações, seja por vos vestirdes com requintado apuro, ou por vos trajardes de maneira relaxada e desalinhada. Agi como se soubésseis que os olhos dos Céus estão sobre vós; e que estais vivendo sob a aprovação ou desaprovação de Deus.” – Manuscrito 53, 1912.
“Há uma classe que continuamente está batendo na mesma tecla do orgulho e vestuário, que é descuidada com seu próprio vestuário, e que julga ser virtude andar suja, e vestir-se sem ordem e gosto; e suas roupas quase sempre parecem que vieram voando e pousaram sobre sua pessoa. Seu vestuário é imundo, e assim mesmo tais pessoas sempre estarão falando contra o orgulho. Classificam a decência e a higiene como orgulho.” – Review and Herald, 23 de janeiro de 1900.
“Os que são descuidados e desalinhados no vestir raras vezes têm conversa elevada, ou possuem ainda que seja um pouco de requinte nos sentimentos. Às vezes, consideram a excentricidade e a grosseria como humildade.” – Review and Herald, 30 de janeiro de 1900.
“Cristo notou o devotamento ao vestuário e advertiu, sim, ordenou aos seguidores que não se preocupassem muito com isso. “E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E Eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.” Mat. 6:28 e 29. … O orgulho e a extravagância no vestir são pecados a que especialmente a mulher está propensa; daí tais declarações se referirem diretamente a ela. De quão pouco valor são o ouro, as pérolas ou enfeites caros, quando comparados com a mansidão e a amabilidade de Cristo!” – Christian Temperance and Bible Hygiene, págs. 93 e 94.
“Os que estão na verdade buscando servir a Cristo terão consciencioso escrúpulo quanto ao vestuário que usam; esforçar-se-ão por satisfazer às exigências dessa recomendação tão positivamente dada pelo Senhor.” – Mensagens aos Jovens, págs. 345 e 346.
“O amor ao vestuário põe em perigo a moral e faz com que a mulher seja o contrário do que é uma senhora cristã, que se caracteriza pela modéstia e sobriedade. O vestuário extravagante muitas vezes incute concupiscência no coração da que o usa, despertando as baixas paixões no que o contempla. Deus vê que a ruína do caráter é precedida freqüentemente pela condescendência com o orgulho e a vaidade no vestir, e que os caros enfeites sufocam o desejo de fazer o bem.” – Testimonies, vol. 4, pág. 645.
“O vestido simples e despretensioso será uma recomendação para minhas jovens irmãs. Diante de outros, não pode vossa luz brilhar de maneira melhor do que pela simplicidade dos adornos e de conduta. Podeis mostrar a todos que, em comparação com as coisas eternas, haveis posto a devida estimação sobre as coisas desta vida.” – Mensagens aos Jovens, pág. 348.
“Minhas irmãs, evitai até a aparência do mal. Nesta época dissoluta, exalando corrupção, não estais seguras, a não ser que estejais em guarda. A virtude e a modéstia são raras. Apelo para vós, como seguidoras de Cristo, e porque fazeis uma exaltada profissão de fé, que abrigueis a jóia de incalculável preço, a modéstia, que é a salvaguarda da virtude.” – Testimonies, vol. 2, pág. 458.
“A simplicidade no vestir, aliada à modéstia das maneiras, muito farão no sentido de cercar uma jovem com aquela atmosfera de sagrada reserva que para ela será uma proteção contra os milhares de perigos.” – Educação, pág. 248.
“Há um traje que toda criança e jovem pode inocentemente procurar obter: a justiça dos santos. Se eles tão somente desejarem e forem perseverantes em obtê-lo como o são em confeccionar suas roupas segundo as normas da sociedade mundana, bem cedo serão vestidos da justiça de Cristo, e seu nome não será riscado do livro da vida. Tanto as mães como os jovens e as crianças precisam orar: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto.” Sal. 51:10. Essa pureza de coração e beleza de espírito são mais preciosas do que o ouro, tanto para esta época como para a eternidade. Somente os puros de coração verão a Deus.
Então, mães, ensinai aos vossos filhos mandamento sobre mandamento e regra sobre regra, que a justiça de Cristo é o único traje em que poderão ser admitidos no Céu, e que, vestidos dessas vestes, constantemente estarão, nesta vida, cumprindo deveres que glorificarão a Deus.” – Christian Temperance and Bible Hygiene, pág. 95.
“Não poderá ser completa nenhuma educação que não ensine princípios corretos em relação ao vestuário. Sem tal ensino, a obra da educação é muitas vezes retardada e pervertida. O amor ao vestuário e a dedicação à moda acham-se entre os mais formidáveis oponentes e decididos embaraços que há para o professor.” – Educação, pág. 246.
“Nenhum estilo definido foi-me dado como regra exata para orientar a todos na sua maneira de vestir.” – Carta 19, 1897.
“Os jovens devem ser estimulados a formar hábitos corretos no vestir, de modo a que sua aparência seja alinhada e atrativa; ensine-se-lhes a conservar as roupas limpas e bem consertadas. Todos os seus hábitos devem ser de molde a torná-los um auxílio e um conforto aos outros.” – Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 435 e 436.
“Os jovens devem ser estimulados a formar hábitos corretos no vestir, de modo a que sua aparência seja alinhada e atrativa; ensine-se-lhes a conservar as roupas limpas e bem consertadas. Todos os seus hábitos devem ser de molde a torná-los um auxílio e um conforto aos outros.” – Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 435 e 436.
“Deve-se manifestar bom gosto quanto às cores. A esse respeito, a uniformidade tanto é desejável como conveniente. Contudo, a tez pode ser tomada em consideração. Devem-se procurar cores discretas. Quando se usa material estampado, devem-se evitar desenhos grandes e berrantes, que demonstram vaidade e vão orgulho nos que os escolhem. O gosto extravagante de pôr cores diferentes é mau.” – Health Reformer, Citado em Healthful Living, pág. 120.
“Nossas roupas, conquanto modestas e simples, devem ser de boa qualidade, de cores próprias e adequadas ao uso. Devem ser escolhidas mais com vistas à durabilidade do que à aparência. Devem proporcionar agasalho e a devida proteção. A mulher prudente descrita nos Provérbios “não temerá, por causa da neve, porque toda a sua casa anda forrada de roupa dobrada”. Prov. 31:21.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 288.
“É correto comprar bom material e confeccionar o vestuário com cuidado. Isso é economia. Mas não há necessidade de ricos enfeites, e neles condescender é gastar para a satisfação própria o dinheiro que devia ser empregado na causa de Deus.” – Conselhos Sobre Mordomia, pág. 301.
“Devemos vestir-nos decentemente e com gosto; mas, minhas irmãs, quando estiverdes comprando e fazendo vossa própria roupa ou a de vossos filhos, pensai no trabalho da vinha do Senhor que ainda está esperando para ser feito. Conselhos Sobre Mordomia, pág. 301.
Os mundanos gastam muito com o vestuário. Mas o Senhor exortou Seu povo a sair do mundo e ser separado. Roupas extravagantes ou dispendiosas não são apropriadas aos que professam crer que estamos vivendo nos últimos dias. …
Praticai economia em vosso dispêndio de meios com o vestuário. Lembrai-vos de que o que vestis exerce constante influência sobre aqueles com quem entrais em contato. Não dissipeis vossos meios, que são muito necessários em qualquer outro lugar. Não gasteis o dinheiro do Senhor para satisfazer o gosto de vestes dispendiosas.” – Manuscrito 24, 1904.
“A simplicidade no vestuário fará a mulher sensata ter mais vantagens na aparência.” – Review and Herald, 17 de novembro de 1904.
“Muitas pessoas, a fim de acompanhar as modas absurdas, perdem o gosto pela simplicidade natural e são fascinadas pelo que é artificial. Sacrificam o tempo e o dinheiro, o vigor do intelecto, a verdadeira elevação da alma, e dedicam todo o seu ser aos reclamos de uma vida de acordo com a moda.” – Health Reformer, abril de 1872.
“Queridos jovens, vossa disposição para vestir-vos conforme a moda, usando, para satisfazer a vaidade, rendas, ouro e coisas artificiais, não recomenda aos outros a religião nem a verdade que professais. As pessoas discretas considerarão vosso desejo de enfeitardes o exterior como prova de que possuís mente débil e coração vaidoso.” – Mensagens aos Jovens, pág. 348.
“Lembrarei à juventude que se enfeita e usa plumas nos chapéus que, por causa de seus pecados, a cabeça do Salvador foi coroada com vergonhosa coroa de espinhos. Quando empregais vosso precioso tempo em adornar os trajes, lembrai-vos de que o Pai da
glória usou simples manto sem costura. Vós que vos cansais procurando enfeites para vossa pessoa, por favor, tende presente que Jesus muitas vezes Se cansou em contínuo trabalho, em abnegação e sacrifício para abençoar aos que sofriam e estavam necessitados. … Por nossa causa, com forte clamor e lágrimas, elevou Ele Suas orações a Seu Pai. Para salvar-nos do orgulho e do amor à vaidade e prazer que agora abrigamos, e que excluem o amor de Jesus, foram derramadas essas lágrimas, e o semblante do Salvador Se alterou de tristeza e angústia, mais que o de qualquer dos filhos dos homens.” – Testimonies, vol. 3, págs. 379 e 380.
“Freqüentemente me é feita a pergunta se eu creio ser errado usar simples golas de linho. Minha resposta sempre tem sido: Não. Alguns têm dado extremada significação ao que escrevi acerca das golas, e têm afirmado que é errado usar qualquer gola das descritas. Foram-me mostradas dispendiosas golas trabalhadas, e fitas e laços dispendiosos e desnecessários, que alguns observadores do sábado têm usado, e ainda usam por amor à demonstração e à moda. Ao mencionar as golas não desejava que se entendesse que nada que se assemelha a uma gola deva ser usado; ao mencionar as fitas, que nenhuma fita deveria ser absolutamente usada.” – Testimonies, vol. 1, págs. 135 e 136.
“O vestido deve adaptar-se facilmente, nem impedindo a circulação do sangue, nem uma respiração livre, ampla e natural. Os pés devem ser devidamente protegidos do frio e da umidade. Vestidos dessa maneira, podemos fazer exercício ao ar livre, mesmo no orvalho da manhã ou da noite, ou depois de cair uma chuva ou neve, sem temer resfriar-nos.” – Christian Temperance and Bible Hygiene, págs. 89 e 90
“Faixas apertadas impedem o funcionamento do coração e dos pulmões, devendo ser evitadas. Parte alguma do corpo jamais deve ficar mal acomodada por meio de roupas que comprimam qualquer órgão, ou restrinjam sua liberdade de movimento.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 382
“Há uma crescente tendência de as mulheres serem em seu vestuário e aparência tão semelhantes ao outro sexo quanto possível e de confeccionarem seu vestuário muito semelhante ao do homem, mas Deus declara que isso é uma abominação. “Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia.” I Tim. 2:9
“Deus determinou que houvesse plena distinção entre o vestuário do homem e da mulher, e considera essa questão de suficiente importância para dar explícita orientação a esse respeito; pois o mesmo vestuário usado por ambos os sexos causaria confusão e grande aumento do crime.” – Testimonies, vol. 1, págs. 457-460
“Que ninguém desonre a casa de Deus com enfeites ostensivos!” – Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 202.
“Todos deveriam ser ensinados a trajar-se com asseio e decência, sem, porém, se esmerarem no adorno exterior, que é impróprio da casa de Deus. Cumpre evitar toda ostentação em matéria de roupa, que somente serviria para estimular a irreverência. Não raro a atenção das pessoas é dirigida sobre esta ou aquela peça de roupa e deste modo são sugeridos pensamentos que não deviam ocorrer no coração dos adoradores. Deus é que deve ser o objeto exclusivo de nossos pensamentos e adoração; qualquer coisa tendente a desviar o espírito de seu culto solene e sagrado constitui uma ofensa a Ele. A exibição de enfeites, como laços, fitas e penachos, bem como ouro ou prata, é uma espécie de idolatria que não deve estar associada ao culto sagrado de Deus.” – Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 201 e 202.
“Alguns mantêm a idéia de que, a fim de fazer essa separação do mundo que a Palavra de Deus exige, devem ser negligentes no vestuário. Há uma classe de irmãs que pensam estar pondo em prática os princípios de não conformação com o mundo, usando um gorro ordinário e o mesmo vestido por elas envergado durante a semana, no sábado, ao aparecerem na assembléia dos santos para prestar culto a Deus. E alguns homens, que professam ser cristãos, vêem a questão do vestuário na mesma luz. Reúnem-se essas pessoas com o povo de Deus no sábado, com as roupas poeirentas e sujas, e mesmo com rasgões nas roupas que lhes cobrem o corpo de maneira desalinhada.
Tivesse essa classe o compromisso de se encontrar com algum amigo honrado pelo mundo, por quem desejassem ser especialmente favorecidos, e se esforçariam por aparecer em sua presença com o melhor traje que pudessem obter; pois esse amigo se sentiria insultado caso fossem à sua presença com o cabelo despenteado, e as roupas sujas e em desordem. Contudo, essas pessoas pensam que não importa com que roupa aparecem, ou qual a condição em que estão, quando se reúnem no sábado para adorar ao grande Deus.” – Review and Herald, 30 de janeiro de 1900
“O vestuário simples e de bom gosto da classe mais pobre aparece muitas vezes em marcante contraste com a vestimenta de suas irmãs mais ricas, e esta diferença produz freqüente mente certo constrangimento da parte dos pobres. Algumas procuram imitar suas irmãs mais ricas, e enfeitam, e franzem, e adornam fazendas de qualidade inferior, de maneira que se aproximam delas o máximo possível no vestir-se. Moças pobres, que não recebem mais do que dois dólares por semana pelo seu trabalho, gastarão cada centavo para se vestirem como as outras que não são obrigadas a ganhar a sua própria manutenção. Estas jovens não possuem coisa alguma para colocar na tesouraria de Deus. E seu tempo é tão completamente absorvido em tornar seus vestidos tão na moda como os de suas irmãs, que elas não dispõem de nenhum tempo para o aperfeiçoamento da mente, o estudo da Palavra de Deus, a oração secreta ou para a reunião de oração. A mente é inteiramente absorvida em planejar como aparecer tão bem como suas irmãs. Para alcançar este objetivo, a saúde física, mental e moral é sacrificada. A felicidade e o favor de Deus são colocados sobre o altar da moda.
Muitas deixarão de assistir ao culto no sábado, porque seu vestuário pareceria diferente em estilo e adorno, do de suas irmãs cristãs. Considerarão as minhas irmãs estas coisas como são, e perceberão completamente o peso de sua influência sobre os outros? Ao andarem elas próprias num caminho proibido, levam outros pela mesma vereda de desobediência e apostasia. A simplicidade cristã é sacrificada para a exibição exterior. Minhas irmãs, de que maneira mudaremos tudo isso? Como nos libertaremos da cilada de Satanás e despedaçaremos as cadeias que nos têm conservado escravos da moda? Como recuperaremos nossas oportunidades perdidas? como conservar nossas energias em ação sadia e vigorosa? Existe uma maneira apenas, esta é tornar a Bíblia nossa norma de vida. …
Muitos se vestem semelhante ao mundo, a fim de exercer influência sobre os descrentes; eles, porém, cometem aqui um erro lamentável. Se quiserem ter uma verdadeira e salvadora influência, vivam de acordo com a sua profissão, mostrem sua fé pelas suas obras de justiça, e façam clara distinção entre o cristão e o mundano. As palavras, o vestuário, as ações, devem testemunhar de Deus. Então uma santa influência se espalhará sobre todos os que lhes estão ao redor, e até os descrentes tomarão conhecimento de que eles têm estado com Jesus. Caso alguém deseje que sua influência fale em favor da verdade, que viva de acordo com a sua profissão e dessa forma imitem o humilde Modelo.
O orgulho, a ignorância e a loucura são companheiros inseparáveis. O Senhor está descontente com o orgulho manifestado entre o Seu povo professo. Ele é desonrado por sua conformidade com as modas prejudiciais, imodestas e dispendiosas dessa era degenerada.” – Conselhos Sobre Saúde, pág. 598
 

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"Levantai ao alto vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais Ele chama pelo nome, e por ser Ele grande em força e poder, nem uma só vem a faltar." Is. 40: 26