O Menino de Três Milagres

01-04-2011 23:33

 

 

‘Garoto de Quatro anos sobrevive apos ter a cabeça quebrada sob a roda de um trator’
 
Gabriel da Silva de Castro, 5 anos, como a maioria das crianças, e ativo e alegre. Na escolinha da igreja frequentada pela família, e destaque na hora de citar versos bíblicos e cantar corinhos.
Gosta de jogar bola e andar de bicicleta, as margens da Lagoa dos Patos, em São Jose do Norte, RS, onde mora. Sua casa está ha cinco km do sitio do avo, onde seus pais, os agricultores Valmir e Zenida, tem uma plantação de cebolas.
Na sexta-feira, 9 de julho de 1999, bem cedo, eles foram trabalhar com o avo, o Sr. Manoel Garcia, no preparo da terra para o plantio. Ao sair do galpão, com o trator, Garcia atendeu mais uma vez ao neto, que queria sentar-se no para-lama traseiro da maquina.
Naquele dia, a terra úmida que dificultava a ação do trator. Garcia prosseguiu mesmo assim. Na ultima volta, porem, a maquina levou um solavanco, e Gabriel caiu do para-lama bem a frente da roda traseira. Não houve tempo de fazer nada. A pesada roda passou sobre a cabeça da criança! A cabeça de Gabriel, ensanguentada, ficou soterrada no barro.
Foi tudo num piscar de olhos, para desespero de seus pais que estavam a alguns metres dali, plantando cebolas. Eles viram quando Gabriel resvalou e caiu. Diante do desespero, a mãe implora a Deus para que não deixe seu filho morrer.
Enquanto corria ate o local, o pai diz ter ouvido uma voz: "Chame o Vilmar, depressa!" Havia outro vizinho mais próximo, e Vilmar Mendes estava a um quilometro. "Mas como buscar o Vilmar, se ele esta de viagem a Taquara?", desesperava-se o pai.
Ao ver o sogro com o menino ensanguentado nos braços, o pai correu ate o galpão e pegou a moto e saiu disparado ate a casa de Vilmar.
Ao chegar, o vizinho estava com as malas prontas para viajar. Um imprevisto o impedira de sair na noite anterior. O pai de Gabriel, Valmir Castro, tenta explicar a tragédia, mas mal conseguia falar.
Ao chegarem ao local, a cena chocante. "O menino esta com a cabeça literalmente quebrada e morto", pensaram. Num sinal de luta pela vida, Gabriel soltou um gemido. O hospital fica a 20 km do sitio.
A estrada e conhecida, na região, como a "estrada do inferno", por ser cheia de buracos. Em boas condições, o percurso e feito em 25 minutos. Naquela viagem esse tempo deveria ser encurtado. "Dirigi a 130 km/h, em 3ª marcha para não capotar ao passar por buracos", conta. Eles chegaram ao Hospital São Francisco, em São Jose do Norte, em oito minutos. No caminho perdeu o escapamento do Ford Escort. O motor e o cambio ficaram danificados.
Gabriel foi socorrido pela medica Rita. Com a cabeça enfaixada, devia ser encaminhado a um hospital do Rio Grande. Para isso era preciso atravessar de barco a Lagoa dos Patos. Ele não suportaria a travessia numa lancha comum. A Dra. Rita falou com a Capitania dos Portos e em poucos minutos Gabriel estava numa lancha da Marinha, cruzando a lagoa.
Durante o trajeto, quase expirou. Cinco minutos depois, estava no Hospital da Santa Casa, 40 minutos apos o acidente.
O medico Gilberto Bielenki fez radiografias e disse que o caso era perdido. Quase toda a cabeça tinha sido afetada. Uma forte rachadura se estendia por todo o crânio, atingindo os ossos parietal, temporal e frontal. O lado esquerdo do crânio ficou tão quebrado que pedaços de ossos estavam inseridos no cérebro. Parte do couro cabeludo foi parar na altura do pescoço. "Já foi um milagre ter chegado aqui vivo", constatou o medico.
Vilmar insistiu: "Se foi um milagre e porque Deus tem um plano. Façam a parte de vocês e Deus fara a dele!" A operação durou quatro horas. Trabalharam oito médicos, entre eles os neurologistas Jose Santos, Helio Balagues e Maria Lucia Domingues.
O segundo milagre aconteceu: Gabriel resistiu a cirurgia.
Havia porem, um grave risco de infecção, mas houve um terceiro milagre. Três dias depois a cabeça de Gabriel começou a desinchar. Em seis dias, ele abriu os olhos e reconheceu os pais! Logo, ele voltou a recitar versos da Bíblia e cantar os corinhos que aprendera na igreja.
Pedaços de ossos esmiuçados foram tirados e Gabriel ficou com uma "moleira", no lado esquerdo'.
Em doze dias teve alta e saiu do hospital, andando sozinho.

 

 

Fonte: Revista Sinais dos Tempos jan-fev 2000

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