O Dom de Línguas que vemos nas igrejas, São manifestações do Espírito Santo?

09-06-2012 00:32

O dom de línguas é provavelmente o mais controverso de todos os dons espirituais especialmente hoje em nossos dias, onde as gritarias, e agitação tomam conta dos cultos evangélicos, que  hoje tem se assemelhado muito   a de cultos de antigos rituais pagãos, que usavam a língua como um veículo para adoração , mas não como um meio de revelação autêntica de discernimento de Deus. 
 
Essas línguas geralmente são formadas por sons ritmados ligados ás altas emoções de grande alegria e êxtase , muitas vezes incluindo transes com uivos, violentos e exaustivos movimentos físicos, que geralmente são de pessoas que se deixam levar pelas emoções. Estas línguas geralmente não são claras, ou que se poça interpretar, e não existe ou que jamais fora pronunciada e entendida por alguma pessoa antes.
 
Para identificar o verdadeiro dom de línguas, é necessário compreender primeiro o ensino bíblico sobre os dons espirituais. “Em I Coríntios 12:1-11, Paulo esclarece que os dons são diversos, mas o Espirito é o mesmo” (verso 4); que eles são distribuídos pelo Espirito "como Lhe apraz" (verso 11); e que eles são sempre concedidos "visando a um fim proveitoso" (verso 7). Esse fim pode ser "a edificação do corpo de Cristo" (Efes. 4:12) ou a capacitação dos cristãos para a proclamarão do evangelho (Atos 1:8).
 
Básico para a compreensão do dom de línguas é o conceito de I Coríntios 14, onde Paulo procura corrigir algumas distorções. O proposito essencialmente
evangelístico desse dom é bem definido não apenas na declaração de que "as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos" (verso 22), mas também no testemunho pessoal de Paulo ao asseverar: "Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vos. Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua”.
 
Se considerarmos atentamente a experiência dos discípulos no Pentecostes, registrada em Atos 2:1-13, perceberemos que naquela ocasião estavam congregadas em Jerusalém pessoas provenientes "de todas as nações debaixo do céu" (verso 5; ver também os versos 9-11). Foi para proclamar o evangelho, nesse contexto especifico que o Espirito Santo concedeu aos discípulos o verdadeiro dom de línguas. E o próprio texto bíblico confirma que cada um dos presentes ao Pentecostes ouvia a mensagem em sua "própria língua materna" (versos 6, 8 e 11).
 
A teoria de que o genuíno dom de línguas se manifesta hoje na forma de línguas estáticas, não faladas atualmente por qualquer povo ou nação, carece de fundamento bíblico. As várias alusões, na Versão Almeida Revista e Corrigida, a "línguas estranhas'' (I Cor. 14) não aparecem como tais no texto original grego, onde a expressão usada é simplesmente "línguas". Por outro lado, a tentativa de identificar as modernas manifestações de línguas estáticas como sendo línguas "dos anjos" (I Cor. 13:1) não é sancionada pelas Escrituras. Todas as vezes em que os anjos bons falaram com seres humanos, eles o fizeram na própria língua das pessoas com as quais se comunicavam (ver Gen. 18 e 19; Dan. 9:21-27; Luc. 1:11-20, 26-38; 2:8-15; Atos 12:6-8 e Apoc. 22:8 e 9).
 
Nem todos os pretensos dons de língua são de origem divina. O verdadeiro dom de línguas é concedido pelo Espirito Santo não para a exaltação pessoal do individuo, mas para suprir uma necessidade. O recebimento desse dom leva a pessoa a falar em uma genuína língua de nação, ate então desconhecida para ela, sempre com um proposito evangelístico.
 
Como entender a promessa de falar "novas línguas", em Marcos 16:17? Como o conteúdo de Marcos 16:9-20 não aparece nos manuscritos gregos mais antigos e melhores, especialistas em critica textual do Novo Testamento tem sugerido que o evangelho de Marcos terminava, originalmente, com o verso 8 do capitulo 16.
 
Diante disso, se poderia argumentar que o texto de Marcos 16:17 não compartilha da mesma autoridade canônica que o restante do evangelho.
“Aceitando ou não o conteúdo de Marcos 16:9-20, como parte do Canon, é importante observar que, na expressão novas línguas” de Marcos 16:17, o termo original grego para "novas" è kainós (novas línguas para quem fala) e não néos (línguas até então desconhecidas). Isso significa, portanto, que essas "novas línguas" dizem respeito às mesmas línguas de nações mencionadas em Atos 2:4 como "outras línguas", plenamente compreensíveis às respectivas pessoas que as reconhecem como suas línguas maternas (Atos 2:6, 8 e 11).
 
O fato de Mateus 16:17 colocar o dom de falar em "novas línguas" como parte dos "sinais" que haveriam de acompanhar aqueles que cressem, não significa que esse dom deveria ser concedido a todos os crentes em todas as épocas e lugares. Assim como os cristãos não haveria, obviamente, de pegar "em serpentes" todo tempo (verso 18), também não é de se esperar que eles devessem falar sempre em "novas línguas". Além disso, Paulo esclarece que o dom de línguas é dado apenas a alguns crentes, havendo uma necessidade concreta que justifique a sua manifestação (ver I Cor. 12:4-11,28-30).]
 
Alberto Ronald
 
Nota: É intenção de Satanás trabalhar a fim de distorcer a verdade de Deus, sabemos que ele é o grande enganador, e vai nos enganar em cada oportunidade. Em ambas as situações, é comum ver os corpos tremendo, sacudindo, e movendo-se incontrolavelmente. Satanás usa as emoções ou sentimentos, para ter o controle de humilhar seus filhos e para ter controle para produzir sensações de alívio. Deus quer que seu povo seja Um povo inteligente, que o adore de forma racional e que o ame verdadeiramente estudando, aprendendo e meditando em sua palavra, não seja enganado! [AA]
 

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