Nós Adventistas do Sétimo Dia aceitamos a Bíblia como seu único credo que mantêm crenças fundamentais como ensinam as Sagradas Escrituras. Estas crenças aqui expostas constituem a percepção e expressão que a Igreja sustém com respeito aos ensinos bíblicos.

Nossas Crenças

1 - As Escrituras Sagradas

29-07-2012 11:35

 

As Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo Testamento, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. Nesta Palavra, Deus transmitiu ao homem o conhecimento necessário para a salvação. As Escrituras Sagradas são a infalível revelação de Sua vontade. Constituem o padrão de caráter, a prova da experiência, o autorizado revelador de doutrinas e o registro fidedigno dos atos de Deus na História.
 
A única forma de testar um mapa é utilizá-lo e ver se nos conduz ao lugar desejado. Não importa muito se cada coisa está na escala correta ou se as cidades assinaladas se parecem com pequenos círculos, o que realmente conta é se o mapa funciona!
Através dos séculos, tem sido comprovado, milhões de vezes, que se nos aproximamos corretamente da Bíblia ela se torna útil para nós.
Esse é um aspecto importante, porque a Bíblia é um livro muito antigo. Alguns chegam até a classificá-la como “pré-científico”. De fato, a cultura humana mudou muito desde que a Bíblia foi escrita. Mas duas coisas absolutamente não mudaram: Deus e o coração humano. Entretanto, de que forma uma velha coleção de livros (na realidade, a Bíblia é uma coleção de 66) pode falar com tanto poder e propriedade a tantas nações diferentes e através de diversas gerações?
 
O Divino e o Humano
Dizemos que a Bíblia foi inspirada. Isso significa que Deus fala a leitores humanos através de escritores também humanos. Então a Bíblia é tanto divina quanto humana, ou seja, a Palavra de Deus vertida em palavras de homens. Este é o canal usualmente utilizado por Deus: Sua Palavra em linguagem humana. “Homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” II Ped. 1:21.
A própria configuração atesta que a Bíblia é humana. Seus 66 livros refletem a linguagem, os costumes e a cultura dos tempos e lugares nos quais foi escrita, através dos séculos. Tanto que ela nada fala de Nova Iorque, Tóquio ou do Rio de Janeiro, mas menciona muito de Belém, Jerusalém ou Antioquia.
Por outro lado, a atuação no coração humano atesta que a Bíblia é divina. Ou, conforme disse Paulo a Timóteo, as Sagradas Letras “podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus”. II Tim. 3:15.
Em sua humanidade, a Bíblia reflete o caráter de determinadas pessoas e épocas, especialmente os antigos israelitas da Palestina. Em sua divindade, ela fala universalmente a todas as pessoas de todos os tempos.
Por isso, dizemos que Deus fala à humanidade tanto através do Verbo feito carne (Jesus) quanto através de Sua Palavra escrita (a Bíblia). Só que há um mistério aqui: tudo que é divino é perfeito, mas tudo que é humano é imperfeito. Não há como evitar isso. E Deus teve que vir até onde estamos. Então, justamente pelas qualidades humanas da Bíblia é que nós podemos ouvir a voz de Deus.
Outra inquirição atual é: por que a Bíblia não é mais prática? Que tal se tivesse o formato de um dicionário ou enciclopédia, com verbetes em ordem alfabética para facilitar a consulta? Por que ela se apresenta como uma floresta intrincada, com histórias seccionadas, poesia, leis, provérbios, visões e cartas, tudo misturado?
Há diversas razões para isso e todas elas têm que ver com o caráter humano da Bíblia. Ela não foi escrita tendo em vista apenas os modernos ocidentais, mas todos os povos em todos os tempos. E mais importante ainda, o seu objetivo não é meramente informar, mas mudar corações.
Justamente nessa diversidade de enfoques da Escritura reside sua riqueza. Cada geração, cada povo, cada indivíduo, encontra na Bíblia algo que lhe toca diretamente. O que parece incompreensível para uma geração pode ser o mais necessário para a próxima. As Escrituras se apresentam a nós menos como um jardim e mais como um horto, ou seja, importa menos a beleza estética e mais a qualidade e variedade dos espécimes.
 
O Que é um Cânon
Dizemos que as Escrituras são canônicas. E um cânon é sistema métrico, um padrão. Tudo é avaliado através dele.
E como se determina esse padrão? Quem definiu que o metro-padrão deveria ser a base para todas as medidas de comprimento? Bem, isso foi inicialmente reconhecido pelo uso e, depois, instituído oficialmente por estatuto. O governo não inventou o metro, ele apenas reconheceu e regulamentou um costume já consagrado.
Aconteceu mais ou menos o mesmo com a Bíblia. O povo de Deus, através dos séculos, sentiu que determinados livros eram espiritualmente benéficos e possuíam sinais inquestionáveis de inspiração divina, enquanto outros careciam dessa autenticidade.
Somente depois de um longo e natural processo de depuramento vieram os concílios da Igreja para oficialmente ratificar o que fora assentado através do consenso dos crentes. Assim, os livros da Bíblia têm a autoridade de serem canônicos, e são canônicos exatamente por serem inspirados.
Certas comunidades cristãs isoladas ou em discordância com as demais não chegaram ao mesmo consenso a respeito dos livros canônicos. Os católicos romanos incluem os apócrifos – livros como Eclesiástico e I e II Macabeus – no Antigo Testamento. A Igreja Ortodoxa Grega tem também o III e o IV Macabeus e ainda o Salmo 151. A Igreja Copta da Etiópia inclui os livros de Enoque (aparentemente citados em Judas 14 e 15) e o Jubileu.
A maioria dos protestantes, e os adventistas do sétimo dia também, aceitam no cânon do Antigo Testamento somente os livros tidos como canônicos na Bíblia hebraica dos antigos fariseus. Reconhecem que os outros livros têm boas informações sobre a história e as circunstâncias relacionadas com os acontecimentos e o desenvolvimento das religiões durante a época intertestamentária. (Um fato curioso: a Bíblia grande que Ellen White ergueu em visão continha os apócrifos.) Entretanto, há boas razões para não serem tidos como inspirados. Um desses motivos é que os próprios livros confessam, como I Macabeus, que não havia profetas nesse tempo.
Então, pode-se dizer que nosso cânon de 66 livros (39 no Antigo Testamento e 27 no Novo) constitui a coleção fundamental segundo o consenso da grande maioria de cristãos de todas as tradições, e exclui os livros que têm sido seriamente questionados.
Alguns consideram que a fixação de um cânon final, ao qual nada possa ser acrescentado, como um equívoco. Poderia Deus inspirar outros escritos?
É óbvio que sim. Nem nós clamamos que nosso cânon contém todos os possíveis livros inspirados nos tempos antigos. Mas a aceitação de uma lista canônica de livros corresponde à definição de um padrão pelo qual todos os demais escritos devem ser testados.
É mais ou menos como um carpinteiro que vai cortar sarrafos, mede e corta o primeiro, e serra os demais de acordo com esse. O primeiro sarrafo é o cânon.
 
A Palavra Idolatrada
Não é suficiente considerar a Bíblia como padrão e guia, ela é a inspirada Palavra de Deus. Muitos são prontos em colocar as Escrituras num pedestal como uma estátua, mas não ajustam sua vida por ela. De fato, muitos que estariam dispostos a dar a sua vida (ou até a tirar a vida de outrem!) para defender a historicidade dos primeiros capítulos de Gênesis acabam falhando na hora de estudar cuidadosamente o seu significado. Outros que proclamam ardorosamente que Deus escreveu os Dez Mandamentos com Seu dedo deixam de praticá-los em sua vida diária.
Da mesma forma, existem aqueles que insistem na defesa da inspiração da Bíblia toda, mas apenas lêem e praticam uma parte dela. Se realmente cremos que todo conselho de Deus tem valor, devemos atentar para a Bíblia em toda a sua extensão, estudando-a e aplicando-a.
Não há dúvida de que é mais agradável estudar o Sermão da Montanha (Mat. 5-7) do que muitas das genealogias da Bíblia ou leis de Moisés. Entretanto não devemos nos satisfazer com eternos estudos parciais e rasos da Bíblia; temos de crescer em nosso entendimento das partes difíceis tanto quanto das fáceis.
A Bíblia tanto é interessante para o leitor iniciante quanto é desafiadora para quem a elege como objeto de estudos para a vida inteira. Por um lado, ela fala a pessoas comuns, e por outro, para entendê-la profundamente muitos eruditos têm gasto vidas inteiras. Nem os eruditos nem as pessoas simples devem se afastar da Bíblia. Ambos dela necessitam.
Portanto, não importa quem seja você, apanhe sua Bíblia, abra-a, e demore-se com ela. Qualquer versão que você possa entender é útil. Comece com as partes mais fáceis, como o evangelho de Marcos, por exemplo, e avance para as mais complicadas. Procure encher sua vida com as Escrituras. Ou, como disse J. A. Bengel: “Aplique-se totalmente ao texto, e depois aplique-o totalmente à sua vida.”
 
Por Robert M. Johnston (Foi professor de Novo Testamento no Seminário Teológico da Universidade Andrews, Estados Unidos)
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2 - A Trindade

29-07-2012 11:28

 

 Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas coeternas. Deus é imortal, onipotente, onisciente, acima de tudo e sempre presente. Ele é infinito e está além da compreensão humana, mas é conhecido por meio de Sua auto-revelação. Para sempre é digno de culto, adoração e serviço por parte de toda a criação. 
 
Tem Deus um nome? Pode parecer uma questão elementar, mas merece ser considerada seriamente. Uma resposta poderia ser: “Naturalmente! Deus tem um nome. O Seu nome é simplesmente Deus, e isso é tudo.” Mas, essa resposta não é satisfatória. Em primeiro lugar, a palavra Deus é, estritamente falando, um título, não um nome. É uma palavra como governador, doutor ou professor. Muitas vezes usamos essas palavras em lugar do nome, mas na realidade não são verdadeiros nomes. Em segundo lugar, a palavra Deus pode referir-se a muitos e diferentes deuses: a Alá, o deus dos muçulmanos; Siva e Vishnu, deuses dos hindus; Zeus, o supremo deus dos gregos e, principalmente, deus dos filósofos. Assim persiste a pergunta: Tem o nosso Deus, o Deus da revelação bíblica, um nome? A resposta é sim.
No Antigo Testamento, Deus é identificado pelo nome de Yahweh (que é muitas vezes traduzido por “o Senhor” nas versões inglesas da Bíblia, e que deu origem à palavra Jeová). Esse nome refere-se a um verbo hebraico que significa “é” ou “ser”, assim o significado de Yahweh é algo semelhante a “eterno”. Se alguém perguntar: “Quem é o Deus dos hebreus?” a resposta será “Yahweh, o eterno”. Isto é, o Deus dos hebreus não é Rá ou Bel ou Moloque ou qualquer outro deus da antiguidade.
No Novo Testamento, o mesmo Deus é identificado por uma forma diferente. Não é simplesmente uma palavra (como Yahweh), mas um grupo de palavras juntas, que dão um novo nome para Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. Muitas vezes não pensamos nessas palavras como designação cristã do nome de Deus, mas é isto que realmente são, porque constituem a identificação cristã distintiva de Deus. Se alguém for perguntado: “Quem é o Deus dos cristãos?” A resposta apropriada será: “o Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo.”
 
Nome Incomum
Jesus desafiou Seus discípulos para que fossem e fizessem discípulos, “batizando-os no nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Mat. 28:19. Uma das mais familiares bênçãos do Novo Testamento é a solicitação para que “a graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo…” II Cor. 13:13. O apóstolo também roga que o “Pai… vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o Seu Espírito…; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé”. Efés. 3:14-17. E nós somos lembrados que “os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo [Jesus Cristo]. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos”. I Cor. 12:4-6.
Assim sendo, podemos pensar nesta designação tríplice – Pai, Filho e Espírito Santo – como sendo a nossa designação cristã para o nome de Deus. Não é, certamente, um tipo de nome comum, como Maria, Mariane, José ou João. Nem se trata de nomes como Siva, Zeus ou Rá. Mas essa designação de Deus aparece no Novo Testamento como um nome equivalente a Yahweh.
O significado do nome tríplice de Deus tem sido, entretanto, assunto de destaque teológico através dos séculos. A questão principal tem sido a maneira em que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são todos distintos e estão relacionados entre si. São todos Eles a mesma realidade, ou diferentes realidades, ou formas distintas de realidade?
No ano 325 d.C., o Concílio de Nicéia emitiu um parecer afirmando a crença (a) em Deus o Pai, (b) no Filho de Deus, que é “a essência do Pai”, e (c) no Espírito Santo. Este parecer é conhecido como o Credo de Nicéia, e sua tese sobre a Trindade tem sido reafirmada muitas vezes através da história do cristianismo.
Mas, a despeito de um amplo consenso tradicional, a discussão teológica tem continuado. Mesmo na breve história do adventismo moderno tem havido algumas discordâncias. Cerca de cem anos atrás, muitos adventistas pensavam que a idéia da Trindade era simplesmente ilógica e que a própria palavra era uma relíquia do Catolicismo Romano. Alguns adventistas criam que o Filho fora criado pelo Pai. Foi grandemente pela influência de Ellen White que muitos adventistas posteriormente mudaram de opinião sobre a posição histórica da Trindade. Do Filho ela escreveu que “em Cristo há vida original, não emprestada, não derivada”. – O Desejado de Todas as Nações, pág. 530.
 
Ocasionalmente, ela empregou a linguagem teológica tradicional: “Ele [Cristo] e o Pai são de uma substância, possuindo os mesmos atributos.” – Signs of the Times, 27 de novembro de 1893. Em conformidade, nas Crenças Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia, o parágrafo intitulado “A Trindade” inicia afirmando: “Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas coeternas.”
Há, no entanto, algo muito mais importante que conhecer as questões e respostas teológicas sobre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que é se eu experimento a realidade de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo.
As pessoas que conheceram a Jesus reconheciam que, quando estavam com Ele, estavam na presença pessoal de Deus, e que Deus estava pessoalmente presente entre eles. Para eles, Deus existia, e Pedro afirmou: “O Filho do Deus vivo.” Mat. 16:16. Dizer que Jesus era o Filho de Deus não significa que Ele era outra coisa senão Deus. Mais exatamente, isto indicava que Ele era igual a Deus. “Jesus não era simplesmente um mensageiro de Deus. Ele era Deus. Não havia outro meio de dizer isto e ainda fazer justiça a Sua experiência.” – Richard Rice, O Reino de Deus, pág. 89.
Porque em Jesus Cristo – isto é, Jesus, o Messias – Deus tornou-Se humano. Deus “Se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14), de forma concreta e visível. Assim, o que Cristo fez, Deus fez: Suas ações foram as ações de Deus, e Suas atitudes foram as atitudes de Deus. Seu perdão foi o perdão de Deus. E o que aconteceu a Jesus, aconteceu a Deus: quando Jesus foi rejeitado por Seu próprio povo, Deus sentira a rejeição; e quando Jesus morreu na cruz, Deus provou a morte humana.
Além de toda argumentação teológica sobre a existência eterna do Filho e sobre Sua exata condição em relação ao Pai, o que é crucial é o fato de que Jesus foi e é Deus.
 
Mais que o Filho
Todavia, Deus é mais que o Filho. Por essa razão o nome de Jesus não é o nome completo de Deus. Devemos falar de Deus também em termos de Pai e Espírito Santo. Porque a realidade de Deus não está limitada à realidade da Pessoa que nasceu em Belém e cresceu em Nazaré, pregou “o Evangelho do Reino” (Mat. 4:23; 9:35) na Galiléia e Judéia, e morreu numa cruz romana do lado de fora de Jerusalém.
Jesus o Messias é realmente Deus, mas Ele não é o todo de Deus. Quando Jesus esteve em Cafarnaum, Ele não estava em Jerusalém. Mas quando Deus está em Cafarnaum, Ele também está em Jerusalém, Atenas, Londres e Washington. Deus é o Filho que orou no Jardim do Getsêmani, e Deus é também o Pai a quem o Filho orou.
As palavras Filho e Pai são termos correlatos: Eles pertencem um ao outro. Referir-se a um filho é supor que existe um pai, e referir-se ao pai é supor que há um filho. Quando nos referimos a Deus como “o Pai”, indicamos primeiramente, que Ele é o Pai do “Filho único”. João 3:16. Nós também entendemos, naturalmente, que Ele é o Pai de toda humanidade e que somos todos Seus filhos e filhas. Mas eu O conheço como Pai, principalmente porque eu aprendo de Jesus que Seu Pai é também meu Pai.
Deus é o Pai que permaneceu responsável por tudo quando Jesus esteve na tumba. Ele continuou sendo Deus, fazendo aquelas coisas que o Pai sempre faz. Ele continua sendo a fonte da realidade. Ele continua mantendo o Universo criado, desde a menor partícula subatômica à maior massa galáxica. Ele continua amando a família humana que fora criada à imagem de Deus (Gên. 1:27). Ele também experimentou a dor da separação com a morte de Seu Filho.
Deus é o Filho, o Pai, e o Espírito Santo. Isso significa que além de ser “o Criador, o Originador, o Mantenedor e o Soberano” de todo o Universo Deus está diretamente presente conosco.
Deus está disponível e acessível a nós. Deus não está muito longe de nós, no espaço, em qualquer lugar fora no Céu; Deus está aqui. Deus não está distante de nós cronologicamente, em qualquer período na história. Deus está aqui agora. Deus não está distante de nós espiritualmente, como um desinteressado observador de nossa vida. Deus está aqui agora, envolvido ativamente conosco.
O Espírito Santo é o Espírito do Pai e do Filho. Isso quer dizer que o Espírito Santo está na presença do Pai e do Filho. O Espírito Santo está na presença do poder criativo que transforma e renova. O Espírito Santo está na presença da concreta existência de Jesus, não apenas mostrando o caráter de Deus, mas também convidando-me a fazê-Lo o Senhor de minha vida.
Algumas vezes falamos do Espírito Santo como a “Terceira Pessoa” da Divindade. Isso é apropriado se o compreendermos corretamente. O Espírito Santo é o terceiro, só porque existe um costume teológico cristão de falar do Pai e do Filho antes de falar no Espírito. O Espírito Santo não é o terceiro cronologicamente como uma mais recente Divindade. O Filho e o Pai não são anteriores ao Espírito Santo. E o Espírito Santo não é o terceiro hierarquicamente como se houvesse alguma subordinação de poderes na Divindade. O Filho e o Pai não são essencialmente superiores ao Espírito na qualidade de sua divindade.
O Filho, o Pai e o Espírito Santo são todos distintos entre Si, mas não são independentes um do outro, porque são todos Deus e Eles todos pertencem à Divindade. Assim, Eles estão todos envolvidos no amor ilimitado e autodoador de Deus. A dádiva da salvação é a dádiva do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
 
A Atividade de Deus
Quando experimento a atividade do Espírito Santo, estou experimentando a atividade de Deus. A realidade do Espírito é parte da realidade de Deus. O Espírito é verdadeiramente Deus, não apenas um agente autorizado que me fala a respeito de Deus. Existe uma importante diferença entre ouvir a respeito de alguém e encontrar-se diretamente com esse alguém. Não importa quanto eu tenha ouvido sobre o conhecimento, habilidades, interesses e temperamento de uma pessoa, na realidade eu não a conheço enquanto não mantiver uma experiência direta com ela. Porque Deus é o Espírito Santo, eu posso experimentá-Lo diretamente na realidade de Deus. Eu não preciso depender de relatórios de outras pessoas, porque o Espírito Santo não é alguém; o Espírito Santo é Deus.
Como o Espírito Santo, Deus está pessoalmente presente em nós. Por isso nossa vida pode produzir os “frutos do Espírito” – que são os frutos da presença de Deus: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade…” Gál. 5:22 e 23. Quando vemos uma pessoa que realmente ama, nós estamos vendo a presença e a atividade de Deus. Quando sabemos que estamos sendo chamados para viver com mais fé, estamos ouvindo a voz de Deus. Isso não significa que, naturalmente, o povo se torna Deus. O que isso significa é que o Espírito Santo é Deus presente em nós e ativo a nosso favor através de outros. Também significa que o Espírito Santo é Deus presente em nós, e ativo através de nós em favor de outros.
Como nós existimos pelo poder criativo e mantenedor de Deus no Pai, e como fomos salvos pelo amor libertador de Deus no Filho, podemos gozar a presença transformadora de Deus pelo Espírito Santo. Isso é o que o nome cristão de Deus significa na experiência religiosa pessoal.
 
Por Fritz Guy, (Foi pastor associado da Igreja da Universidade Loma Linda, Estados Unidos).
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"Levantai ao alto vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais Ele chama pelo nome, e por ser Ele grande em força e poder, nem uma só vem a faltar." Is. 40: 26